𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑢𝑎𝑠 𝑝𝑒𝑠𝑠𝑜𝑎𝑠 𝑠𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑒𝑛𝑑𝑒𝑚 𝑒 𝑠𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑑𝑜𝑎𝑚, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑣𝑜𝑐𝑒̂ 𝑚𝑜𝑠𝑡𝑟𝑎 𝑝𝑎𝑐𝑖𝑒̂𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑐𝑜𝑚 𝑞𝑢𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑛𝑣𝑖𝑣𝑒, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑣𝑜𝑐𝑒̂ 𝑎𝑗𝑢𝑑𝑎 𝑢𝑚𝑎 𝑝𝑒𝑠𝑠𝑜𝑎, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑎𝑙𝑔𝑢𝑒́𝑚 𝑑𝑒𝑐𝑖𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑟 𝒉𝑜𝑛𝑒𝑠𝑡𝑜 𝑒𝑚 𝑡𝑢𝑑𝑜 𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑓𝑎𝑧, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑎𝑠𝑐𝑒 𝑢𝑚𝑎 𝑐𝑟𝑖𝑎𝑛𝑐̧𝑎, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑒 𝑟𝑒𝑠𝑝𝑒𝑖𝑡𝑎 𝑒 𝑠𝑒 𝑎𝑢𝑥𝑖𝑙𝑖𝑎 𝑢𝑚 𝑖𝑑𝑜𝑠𝑜, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑢𝑎𝑠 𝑝𝑒𝑠𝑠𝑜𝑎𝑠 𝑠𝑒 𝑎𝑚𝑎𝑚 𝑐𝑜𝑚 𝑢𝑚 𝑎𝑚𝑜𝑟 𝑙𝑖𝑚𝑝𝑜, 𝑝𝑟𝑜𝑓𝑢𝑛𝑑𝑜 𝑒 𝑠𝑖𝑛𝑐𝑒𝑟𝑜, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑣𝑜𝑐𝑒̂ 𝑜𝑙𝒉𝑎𝑟 𝑎𝑙𝑔𝑢𝑒́𝑚 𝑐𝑜𝑚 𝑜𝑠 𝑜𝑙𝒉𝑜𝑠 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜, 𝑠𝑒𝑚 𝑗𝑢𝑙𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑜𝑢 𝑐𝑟𝑖́𝑡𝑖𝑐𝑎𝑠, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑎𝑙𝑔𝑢𝑒́𝑚 𝑠𝑜𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒 𝑒 𝑑𝑒𝑣𝑜𝑙𝑣𝑒 𝑑𝑖𝑔𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑎 𝑢𝑚 𝑎𝑛𝑖𝑚𝑎𝑙𝑧𝑖𝑛𝒉𝑜, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑣𝑐 𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑒 𝑜 𝑝𝑎̃𝑜 𝑑𝑎 𝑠𝑢𝑎 𝑚𝑒𝑠𝑎, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑒 𝑑𝑒𝑚𝑜𝑛𝑠𝑡𝑟𝑎 𝑎𝑚𝑜𝑟 𝑎𝑜 𝑝𝑟𝑜́𝑥𝑖𝑚𝑜, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑣𝑜𝑐𝑒̂ 𝑓𝑎𝑧 𝑢𝑚𝑎 𝑟𝑒𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎 𝑖́𝑛𝑡𝑖𝑚𝑎 𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑐𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎𝑟 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑒𝑢́𝑑𝑜 𝑛𝑜𝑣𝑜 𝑎 𝑠𝑢𝑎 𝑣𝑖𝑑𝑎, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙."
𝑃𝑂𝑅𝑄𝑈𝐸 𝑁𝐴𝑇𝐴𝐿 𝑒́ 𝐴𝑚𝑜𝑟 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
𝑃𝑎𝑧 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
𝐺𝑒𝑛𝑒𝑟𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
𝐽𝑢𝑠𝑡𝑖𝑐̧𝑎, 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑠𝑎̃𝑜 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
𝑅𝑒𝑠𝑝𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
𝐴𝑢𝑡𝑜𝑎𝑚𝑜𝑟 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
𝐴𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑝𝑜𝑠𝑖𝑡𝑖𝑣𝑎 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
𝐴𝑚𝑜𝑟 𝑎̀ 𝑣𝑖𝑑𝑎, 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
𝐸 𝑒́ 𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑖𝑟 𝑑𝑒𝑠𝑠𝑎𝑠 𝑎𝑡𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒𝑠 𝑞𝑢𝑒:
𝑁𝑎𝑠𝑐𝑒 𝑎 𝐸𝑠𝑝𝑒𝑟𝑎𝑛𝑐̧𝑎
𝑁𝑎𝑠𝑐𝑒 𝑎 𝐴𝑙𝑒𝑔𝑟𝑖𝑎
𝑁𝑎𝑠𝑐𝑒 𝑎 𝑃𝑎𝑧.
𝑁𝑢𝑛𝑐𝑎 𝑠𝑒𝑟𝑎́ 𝑢𝑚 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑜 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙 𝑒𝑛𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑚𝑜𝑟𝑎𝑟𝑚𝑜𝑠 𝑎𝑝𝑒𝑛𝑎𝑠 01 𝑛𝑜𝑖𝑡𝑒 𝑐𝑜𝑚 𝑎𝑚𝑜𝑟 𝑒 𝑛𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑞𝑢𝑒𝑐𝑒𝑟𝑚𝑜𝑠 𝑒 𝑛𝑜𝑠 𝑑𝑒𝑠𝑟𝑒𝑠𝑝𝑒𝑖𝑡𝑎𝑟𝑚𝑜𝑠 𝑜 𝑟𝑒𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑜!
𝑆𝑒𝑔𝑢𝑟𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑛𝑎̃𝑜 𝑒́ 𝑖𝑠𝑡𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝐽𝑒𝑠𝑢𝑠 𝑞𝑢𝑒𝑟 𝑑𝑒 𝑛𝑜́𝑠!
𝐸𝑛𝑡𝑎̃𝑜 𝑓𝑎𝑐̧𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑟𝑒𝑓𝑙𝑒𝑥𝑎̃𝑜 𝑒 𝑐𝑢𝑖𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑜𝑠𝑠𝑎 𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑠𝑒𝑗𝑎 𝑢𝑚 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐹𝑒𝑙𝑖𝑧 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙! 🌲🍒🎄🎁☃🕯
Aqui tem um pouco de mim, mensagens que recebo, as vezes falam o que se precisa ler naquele momento, algumas nos fazem rir, chorar, exatamente como a vida, momentos bons e ruins. Estes momentos são rabiscos e fragmentos de mim mesma, recolhidos de saudades de coisas que vivi ou que ainda desejo viver.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2019
domingo, 15 de dezembro de 2019
Alice no país das maravilhas
— Você me ama? Perguntou Alice.
— Não, não te amo! Respondeu o Coelho Branco.
Alice franziu a testa e juntou as mãos como fazia sempre que se sentia ferida.
—Vês? Retorquiu o Coelho Branco.
Agora vais começar a perguntar-te o que te torna tão imperfeita e o que fizeste de mal para que eu não consiga amar-te pelo menos um pouco.
Sabes, é por esta razão que não te posso amar. Nem sempre serás amada Alice, haverá dias em que os outros estarão cansados e aborrecidos com a vida, terão a cabeça nas nuvens e irão magoar-te.
Porque as pessoas são assim, de algum modo sempre acabam por ferir os sentimentos uns dos outros, seja por descuido, incompreensão ou conflitos consigo mesmos.
Se tu não te amares, ao menos um pouco, se não crias uma couraça de amor próprio e de felicidade ao redor do teu Coração, os débeis dissabores causados pelos outros tornar-se-ão letais e destruir-te-ão.
A primeira vez que te vi fiz um pacto comigo mesmo: "Evitarei amar-te até aprenderes a amar-te a ti mesma!"
Lewis Carroll.
terça-feira, 10 de dezembro de 2019
4 COMPROMISSOS PARA SEGUIR QUE MUDAM A VIDA:
4 COMPROMISSOS PARA SEGUIR QUE MUDAM A VIDA:
1- Seja impecável com sua palavra: não minta, não invente, não fofoque, não fale o que não faz, não fale sobre o que não sabe. Além de manter sua credibilidade, suas palavras tem poder. Podem destruir ou podem construir.
2- Não leve nada para o lado pessoal: sempre que alguém te critica ou até mesmo elogia, não leve para o lado pessoal. O que alguém fala sobre você é apenas a opinião, a visão daquela pessoa sobre você e não determina quem você é. Lembre-se, quando alguém fala sobre você, ele está falando mais sobre si mesmo que sobre você.
3- Não tire conclusões precipitadas: não conclua nada sem saber de todos os fatos, sem ouvir todos os argumentos. Sabe quando seu marido/sua esposa desaparecem e o celular fica desligado e você começa a criar mil histórias sobre onde ele/ela está? Isso é tirar conclusões precipitadas. Não faça isso, controle seus pensamentos.
4- Faça o seu melhor: seja para limpar a casa ou para conquistar o mundo, faça sempre o seu melhor, dê o seu melhor em todas as oportunidades possíveis, em tudo que fizer na sua vida.
Esses são os 4 compromissos que retirei do livro “Os 4 compromissos” de Don Miguel Ruiz.
1- Seja impecável com sua palavra: não minta, não invente, não fofoque, não fale o que não faz, não fale sobre o que não sabe. Além de manter sua credibilidade, suas palavras tem poder. Podem destruir ou podem construir.
2- Não leve nada para o lado pessoal: sempre que alguém te critica ou até mesmo elogia, não leve para o lado pessoal. O que alguém fala sobre você é apenas a opinião, a visão daquela pessoa sobre você e não determina quem você é. Lembre-se, quando alguém fala sobre você, ele está falando mais sobre si mesmo que sobre você.
3- Não tire conclusões precipitadas: não conclua nada sem saber de todos os fatos, sem ouvir todos os argumentos. Sabe quando seu marido/sua esposa desaparecem e o celular fica desligado e você começa a criar mil histórias sobre onde ele/ela está? Isso é tirar conclusões precipitadas. Não faça isso, controle seus pensamentos.
4- Faça o seu melhor: seja para limpar a casa ou para conquistar o mundo, faça sempre o seu melhor, dê o seu melhor em todas as oportunidades possíveis, em tudo que fizer na sua vida.
Esses são os 4 compromissos que retirei do livro “Os 4 compromissos” de Don Miguel Ruiz.
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Se você engolir tudo da vida..
Engole o choro. Engole sapo. Não diga, não quero saber. Cala a boca, cala o peito, cale-se! Mas o corpo fala, e como fala. Fala a ponta dos dedos batendo na mesa, fala o dente acirrado, rangendo estridente. Falam os pés inquietos na cama. Falam os olhos caindo tristonhos. Fala dor de cabeça, dor na alma. Fala gastrite, psoríase, fala ansiedade, fala memória perdida. Fala o corpo curvado, fala o nó na garganta atravessado. Fala angústia, fala ruga. Fala insônia, fala sono demasiado. Falador.
É impossível entrar no tatame da vida sem levar uns tapas dela. Mágoa, tristeza, dor, raiva, são sentimentos que nos atravessam sem pedir licença. A verdade é que enquanto estamos sentados na pedra fitando o abismo em dor, mastigamos as emoções, mas nem sempre as digerimos bem. Emoções engolidas e não digeridas corroem feito ácido. É bicho morando no estômago, mordente, cáustico. É soda! Emoções indigestas são como bruxas trancafiadas no corpo. Medonhas, a carregar sensações malditas e mal ditas. Ninguém quer saber de falar de sentimentos mal cheirosos. Então a gente engole, e esse mal entendido vira coisa que entra no estômago, percorre a garganta, o peito, e se deixarmos, calará nossa boca e nossa paz por uma vida inteira.
E aí, cedo ou tarde, todas as dores do mundo hão de querer vomitar, regurgitar o mal resolvido, e nos contorcer novamente as entranhas. É preciso um pouco de coragem para se fazer falar. Emoção amordaçada nos faz refém dela. Dor tapada, cala necessidade. Mágoa não entendida, enfarta a fé nas pessoas. Raiva carregada, pesada, transita ardente pelas costas. Não dá pra engolir tudo e dizer amém! Eu sei. Também não dá pra cometer sincericídios por aí. Mas dá para expressar. O que se sente cabe tradução.
Freud disse certa vez: “a ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como são umas poucas palavras boas”. É isso, tem hora que o sentimento pede pra ser dito, entendido, descodificado, traduzido. Tudo que ele quer é ser exorcizado pela palavra ou pela via que lhe cabe melhor. Expressar tranquiliza-a-dor. Dor não é pra sentir pra sempre. Dor é vírgula.
Então diz! Diz logo o que quer dizer sua bruxa. Coloca a dor no caldeirão e faz sopa de letrinhas. Faz uma carta, um poema, um livro. Faz uma orquestra tocar. Pega as sapatilhas, sapateia. Faz uma aquarela. Faz uma vida. Faz lá, sol, manda a dó se catar. Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigo. Faz corrida no parque. Fala pro seu analista, discute com Deus, se pinta de artista. Conversa sozinho, papeia com seu gato, berra aos céus, mas não se cala. Fala, vai. Pois “se você engolir tudo que sente, no final você se afoga”. É que emoções indigestas e encarceradas mergulham no coração mais tarde para explodi-lo.
E aí, me diz, quem será capaz de nos juntar? Jamais a mágoa e toda a lama que ela carrega será melhor do que a nossa paz.
É impossível entrar no tatame da vida sem levar uns tapas dela. Mágoa, tristeza, dor, raiva, são sentimentos que nos atravessam sem pedir licença. A verdade é que enquanto estamos sentados na pedra fitando o abismo em dor, mastigamos as emoções, mas nem sempre as digerimos bem. Emoções engolidas e não digeridas corroem feito ácido. É bicho morando no estômago, mordente, cáustico. É soda! Emoções indigestas são como bruxas trancafiadas no corpo. Medonhas, a carregar sensações malditas e mal ditas. Ninguém quer saber de falar de sentimentos mal cheirosos. Então a gente engole, e esse mal entendido vira coisa que entra no estômago, percorre a garganta, o peito, e se deixarmos, calará nossa boca e nossa paz por uma vida inteira.
E aí, cedo ou tarde, todas as dores do mundo hão de querer vomitar, regurgitar o mal resolvido, e nos contorcer novamente as entranhas. É preciso um pouco de coragem para se fazer falar. Emoção amordaçada nos faz refém dela. Dor tapada, cala necessidade. Mágoa não entendida, enfarta a fé nas pessoas. Raiva carregada, pesada, transita ardente pelas costas. Não dá pra engolir tudo e dizer amém! Eu sei. Também não dá pra cometer sincericídios por aí. Mas dá para expressar. O que se sente cabe tradução.
Freud disse certa vez: “a ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como são umas poucas palavras boas”. É isso, tem hora que o sentimento pede pra ser dito, entendido, descodificado, traduzido. Tudo que ele quer é ser exorcizado pela palavra ou pela via que lhe cabe melhor. Expressar tranquiliza-a-dor. Dor não é pra sentir pra sempre. Dor é vírgula.
Então diz! Diz logo o que quer dizer sua bruxa. Coloca a dor no caldeirão e faz sopa de letrinhas. Faz uma carta, um poema, um livro. Faz uma orquestra tocar. Pega as sapatilhas, sapateia. Faz uma aquarela. Faz uma vida. Faz lá, sol, manda a dó se catar. Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigo. Faz corrida no parque. Fala pro seu analista, discute com Deus, se pinta de artista. Conversa sozinho, papeia com seu gato, berra aos céus, mas não se cala. Fala, vai. Pois “se você engolir tudo que sente, no final você se afoga”. É que emoções indigestas e encarceradas mergulham no coração mais tarde para explodi-lo.
E aí, me diz, quem será capaz de nos juntar? Jamais a mágoa e toda a lama que ela carrega será melhor do que a nossa paz.
domingo, 24 de novembro de 2019
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