sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

18 ensinamentos de 2018 que levarei comigo para 2019, 2020, 2021...



Semanalmente, para não dizer mais de uma vez por semana, dou feedback aos colaboradores da Tawil Comunicação. Alinhar expectativas e propósitos sempre que possível nos faz trabalhar com mais agilidade e com menos refação.  Nos dá um maior senso de unidade e reduz significativamente qualquer desgaste.

Portanto, refletir sobre o tempo e os aprendizados que ele traz é mais do que um hábito. Faz parte da minha cultura.

Isso não impede que, a essa época, eu faça um balanço das minhas conquistas, derrotas e aprendizados. Neste ano, porém, ao invés de vir aqui desfilar números, êxitos e glórias que só interessam a mim, resolvi dividir com você o que eu aprendi em 2018 (ou já sabia e apenas reforcei a minha certeza) e que levarei comigo, de agora em diante:

1. Comunicação é poder
2. Nós somos produtos das nossas escolhas
3. Praticar na vida aquilo que se posta na rede te faz dormir melhor
4. Equilibrar pratos com perfeição é, acima de tudo, escolher quais pratos você deverá deixar cair em algum momento
5. Trate o outro como ele gostaria de ser tratado
6. As pessoas que mais amamos, muitas vezes, são aquelas que mais nos magoam
7. Dizer “nãos” não impede que você seja ainda mais amado e respeitado
8. Liderar é sobre servir e não sobre ser servido
9. Quer que algo dê certo? Dê na mão de quem está ocupado
10. Gente boa se atrai. E os medíocres também
11. Respeite os obstáculos. Cada um deles tem o seu porquê
12. Começar um projeto sem saber exatamente aonde se quer chegar pode ser muito bom
13. Nenhum CNPJ vale um AVC
14. Ninguém faz sucesso sozinho. Já fracassar é totalmente possível
15. Pessoas vêm e vão. Mas, em vão, ninguém vem
16. O tempo é o bem mais precioso que possuímos. E seguirá sendo
17. A diversidade une. E a falta de representatividade mata
18. Empresas e pessoas que só visam/se pautam por dinheiro são as mais miseráveis,
Bônus: Só é bom, quando é para todos.

Obrigado por ler até aqui. Em 2019, seja feliz!

Marc Tawil
Empreendedor, comunicador, escritor, palestrante e filantropo. Nº 1 Top Voices LinkedIn


domingo, 30 de dezembro de 2018

O fim das referências em comum: nichos, influenciadores, Instagram e vidas perfeitas


·    Tudo começou com a cauda longa, brilhantemente explicada por Chris Anderson em "the long tail" sobre a segmentação em nichos, uma cultura e economia que estão mudando do foco de um relativo pequeno número de hits (que ficam no topo da curva, ou seja, produtos com muita saída no mercado), para um elevado número de nichos na cauda (bem específicos e segmentados). Ainda que a ponta da cauda seja menor, economicamente pode ser tão atrativos quanto vender produtos para as massas.
A tecnologia e o digital permitiram atender aos mais diversos gostos e também deram voz às pessoas. Assim, o foco nos nichos cresceu.

E se olharmos ao redor vamos perceber que já não dependemos mais de poucas fontes de informação ou da "mídia tradicional", como há alguns anos. E existe um reflexo até mesmo quando fazemos compras. Nas lojas físicas, por exemplo, encontramos "produtos para as massas", com pouca personalização e diferenciação. Já na internet, conseguimos encontrar itens específicos e personalizados, isso porque nesse modelo de negócios o espaço na prateleira não está mais em jogo, afinal, ter muitos produtos para atender a todos os gostos significa mais estoque e mais gastos. E na internet isso não acontece, já que por lá é possível encomendar um item e esperar por sua chegada, ou receber o item vindo de algum lugar do país, não necessariamente de um mesmo estoque.
Foi assim que o modelo Amazon se fortaleceu, oferecendo todo tipo de título (agora não se limitando mais apenas aos livros) e inclusive desbancando muitas livrarias físicas. Somado a um sistema inteligente de recomendação de itens que estimula um ticket maior durante a compra e uma entrega rápida e precisa, todos os outros se viram ameaçados e alguns até deixaram de existir. Igualmente aconteceu com o conhecido modelo Netflix, que inicialmente foi desacreditado, na época das locadoras de filmes. Hoje, muita gente não consegue imaginar a vida sem a possibilidade de escolher o filme que quiser na TV pagando apenas uma mensalidade fixa.

Diante de tantas opções, da possibilidade de personalização e das transformações drásticas na comunicação em massa e na mídia tradicional (até o próprio novo presidente transmitiu seu discurso de vitória por uma live do Facebook antes de falar com a TV), algo novo está surgindo: é o fim da era das referências em comum e também do que chamamos de bullshitelling (um apelido carinhoso para as lorotinhas do cotidiano travestidas de storytelling). Isso quer dizer que cada um vai seguir quem quiser e que muitas vezes será autenticidade do outro que o fará tomar essa decisão.

É claro que as referências em comum nunca foram uma verdade absoluta, afinal, cada região, país ou povo sempre teve e terá suas própria cultura, referências, gostos e sotaques. Até mesmo um texto para ser plenamente entendido exige intertextualidade (o nome dado à relação que se estabelece entre dois textos, quando um texto já criado exerce influência na criação de um novo texto. Um exemplo fácil? Tente contar uma piada que envolve um contexto de sua cultura ou país fora dele, provavelmente não será bem entendido se não precedido de uma explicação).
Entretanto, agora as pessoas já não dependem do que lhes era imposto. Elas escolhem o que ler, o que seguir e o que acreditar.

Há vinte anos os reality shows faziam sucesso porque naquela época era praticamente impossível descobrir como era a vida de alguém em seu dia a dia. Hoje eles perderam a graça, porque stories no Instagram revelam a rotina de quem deseja se expor, em tempo real, e ainda trazem mais verdade do que os reality shows, porque as pessoas se sentem (claro, não generalizando), mais à vontade para serem quem são ao saberem que atingem um público nichado, que aprecia aquele tipo de conteúdo.
Por tudo isso a própria publicidade vem precisando se reinventar. Para atingir o público desejado não basta mais colocar o comercial na TV, pode ser que ele não esteja mais lá. Às vezes, nem mesmo no próprio Facebook ele esteja, inviabilizando a compra de mídia paga por ali. Pode ainda, que um determinado produto sequer precise ser nacionalmente ou mundialmente conhecido para fazer sucesso, ele pode ficar restrito a um público ou região e ainda assim gerar muito sucesso e lucro, e está tudo bem.

Se as regras do jogo mudaram e a verdade cada vez mais parece vir à tona, nos vimos diante de um desafio: como ser visto pelo público que desejamos se anunciar para as massas ou nas mídias tradicionais já não é mais suficiente? Ou ainda, como lidar com pessoas que já não possuem mais as mesmas referências em comum? Ou que querem produtos personalizados?
Mais do que nunca os nichos estão consolidados, e não estamos apenas falando sobre produtos para atender à gostos ou necessidades específicas, mas também de gente. Nicho de gente. Jovens já não assistem mais televisão e não leem jornais. Tampouco consomem as mesmas revistas que seus pais (que ano a ano decaem, já que as pessoas já não querem pagar por um bloco de informações físicas se podem encontrar informação parecida e gratuita na internet).

O jeito de consumir informação mudou e agora a própria internet é feita de pequenos grandes sucessos, muitos deles seguidos por milhões de pessoas. Eles arrebanham multidões, mas talvez você nunca tenha ouvido falar deles.

A internet virou um submundo, parece que uma vida paralela acontece por ali. Ao mesmo tempo, parece não existir mais distinção entre o real e o virtual. Tampouco é possível separar vida profissional de pessoal, de modo que cada ação sua pode ser vista ou reverberar, ainda que você mesmo não esteja na internet - outras pessoas estão e de seus smartphones podem registrar o que quiserem.

Diante desse enorme desafio, pessoas comuns ganharam igual ou mais relevância que marcas, antes consideradas impérios. Ao exibir seu lifestyle ou produzir conteúdo nas redes, passam a ser seguidas por milhões de pessoas que se identificam com aquilo. E é aí que as marcas começam a apostar neles como porta-vozes para falar com seu público, porque elas próprias já não estão mais conseguindo.
Um influenciador empresta sua imagem e sua verdade para falar sobre um produto, alguns conseguem fazê-lo de forma mais natural e contextualizada, outros não. Entretanto, a grande verdade é que estamos também assistindo à grandes teatros, às vezes com altas produções, afinal, essas pessoas aprendem desde cedo a interpretar e fazer parecer real o uso de um produto que nem sempre é, de verdade, usual ou utilizado por aquela pessoa. Acaba valendo mais quem souber convencer da melhor forma, seduzidos pelos valores oferecidos por empresas que estão desesperadas para vender seus produtos aos seus nichos.

E aí começa o embate, o conflito entre o ser verdadeiro e autêntico, mas ao mesmo tempo encenar.
Atualmente podemos perceber que o Instagram concentrou todos os focos nesse tal submundo virtual. Centenas de influenciadores que concentram milhões e milhões de seguidores publicam sua rotina diariamente. Em muitos casos, regada à festas incríveis e cenários paradisíacos de fazer inveja aos pobres mortais que os assistem e não podem viver uma vida igual. As fotos são realmente de tirar o fôlego.

Parece que o story e as fotos de feed incríveis viraram o quintal de casa. Parece mesmo que todo mundo está vivendo aquilo - menos eu, menos você. Parece normal usar à tiracolo uma bolsa Dior ou um look todo Gucci. Parece esperado e imperdível a virada do ano em Jericoacora, Arraial do Cabo ou São Miguel do Gostoso - só você não pode estar lá.

Esse fenômeno me deixou com a pulga atrás da orelha, porque olhando meu feed do Instagram a depressão bateu. Eu senti que todo mundo realmente estava de férias nesses paraísos, que todos eram magros e esculturais, que todas as piscinas tinham boias infláveis gigantes em forma de animais e que todos os looks eram perfeitos, apenas a minha vida era normal e pacata, regada à um passeio na rua com o cachorro pela manhã e no máximo um espumante com a família naquela ceia ou churrasco simples-e-rasteirinhas-com-short para comemorar o natal ou o ano novo. E de repente, quando eu perguntei no Linkedin quem estava de férias e quem não estava, li em 85% das respostas que estavam trabalhando muito e que nem de longe passariam nesses lugares incríveis. Percebe como nos enfiamos em bolhas e como o Instagram contribui para ferrar nossas mentes e nos deixar mal? Não vemos os bastidores e como as fotos e os vídeos parecem ser o todo, ignoramos o fato de que talvez apenas 5% daquele dia tenha sido tão incrível como pareceu, não vemos os conflitos por trás da cena.
O modelo mudou tanto que artistas que antes não teriam chance alguma na televisão ou com uma gravadora tradicional, agora são grandes sucessos, eles não precisam mais de intermediários tradicionais, apenas de uma plataforma para publicar seu conteúdo, e isso é ótimo. Nós todos agora temos voz realmente, mas é preciso ser cuidadoso com o buraco no qual estamos entrando.

Países e cidades que precisam promover seu turismo agora pagam influenciadores para viverem experiências e compartilhá-las em suas redes sociais, gerando em outras pessoas o desejo de também viver aquilo. O problema? Como muito é forjado para parecer mais incrível do que de fato seria (afinal, os lugares são lindos mesmo), ao chegar lá você provavelmente não viverá de modo parecido com quem te inspirou a ir. Você não se hospedará no mesmo hotel, não terá o mesmo suco na piscina, não conseguirá fazer as mesmas fotos.

Hoje qualquer pessoa pode produzir conteúdo e atrair seguidores, criando submundos que muita gente nunca chegará a descobrir a existência. As referências em comum, definitivamente morreram e parece que já não precisamos mais delas mesmo para nos comunicarmos. Todas essas transformações não podem ser impedidas, estamos seguindo o fluxo normal da inovação, que sempre aconteceu. Muitas delas podem ser usadas de maneiras positivas em nosso favor. Mas todas elas aumentaram a necessidade de nossa autoresponsabilidade: ninguém mais vai filtrar por você o que ver ou o que não ver. O que é verdade do que não é. E só você poderá cuidar de sua mente para não entrar em depressão diante de um mundo virtual perfeito do qual parece que só você não faz parte.

Fonte:  Linkedim, publicado por Flávia Gamonar

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal à todos nós.

Mais um ano vencido e  novos aprendizados, muitas coisas superadas e tudo agrega em nossa bagagem, nos torna pessoas melhores.
Que Deus esteja  nos corações e lares de todos nós.

Feliz Natal.



Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=-I4l32JaoHw

sábado, 3 de novembro de 2018

Você pode Vencer - 2

       Há alguns anos,  eu fui  solicitada a montar um datashow em uma escola onde teria uma homenagem para os professores.  assim que montado me deparei com  o vídeo Você pode vencer! No momento que ia passando o vídeo eu debulhei em lágrimas porque era exatamente o que eu precisava ver e ouvir. A mensagem era pra não desistir, acreditar em si e que podemos recomeçar sempre!! Com certeza fez muita diferença na minha vida naquele momento.

       Eu fui convidada a fazer uma palestra de autoestima e na hora lembrei deste vídeo, só que buscando no youtube percebi que não tinha qualidade nas imagens e a transição era muito rápida o que dificultaria a leitura das frases, então eu refiz com novas imagens e espero que possa causar o mesmo efeito nas pessoas que causou em mim há 10 anos atrás.


domingo, 28 de outubro de 2018

“Querida garota do maiô verde”: o texto que viralizou no verão europeu


Estava eu navegando, lendo notícias e me deparei com esta reportagem, não poderia não compartilhar porque reflete sim o que muitas de nós vivemos por se achar fora dos padrões, sofremos com isso, deixa marcas profundas, reflete em nossa vida e relação cotidianas.

Segue o texto:

Carta a jovem desconhecida fala sobre a importância de amar a si mesmo

O post de Facebook mais popular do verão europeu é uma carta a uma desconhecida. A espanhola Jessica Gómez se dirige a uma “garota do maiô verde” sentada a seu lado na praia para explicar a ela, de forma eloquente, como milhões de mulheres em todo mundo se envergonham de seu corpo, que no entanto é “belo simplesmente por estar vivo”.
O post, publicado no dia 5 de julho e que fala sobre a importância de gostar do si do jeito que se é, recebeu mais de 100.000 likes e 5.000 comentários em apenas dois dias e foi compartilhado 125.000 vezes. Abaixo, a versão traduzida da carta:
Querida garota do maiô verde:

Sou a mulher da toalha ao lado. A que veio com um menino e uma menina.

Antes de mais nada, quero te dizer que estou me divertindo muito perto de você e de seus amigos, neste pedacinho de tempo em que nossos espaços se tocam e suas risadas, sua conversa ‘transcendental’ e a música de sua turma me invadem o ar.

Fiquei meio atordoada ao perceber que não sei em que momento de minha vida deixei de estar aí para estar aqui: deixei de ser a menina para ser “a senhora do lado”, deixei de ser a que vai com os amigos para ser a que vai com as crianças.

Mas não te escrevo por nada disso. Escrevo porque gostaria de te dizer que prestei atenção em você. Não pude evitar.

Vi que você foi a última a ficar só em traje de banho

Vi você ficar atrás de todo o grupo, discretamente, e tirar a camiseta quando acreditava que ninguém estava olhando. Mas eu estava. Não estava olhando para você, mas te vi.

Vi você se sentar na toalha em uma postura cuidadosa, tapando o ventre com os braços.

Vi você colocar o cabelo atrás da orelha inclinando a cabeça para alcançá-la, talvez para não tirar os braços de sua estudadíssima posição casual.

Vi você se levantar para ir dar um mergulho e engolir em seco, nervosa por ter de esperar assim, de pé, exposta, por sua amiga, e usar uma vez mais seus braços para encobrir as estrias, a flacidez, a celulite.

Vi você agoniada por não conseguir tapar tudo ao mesmo tempo enquanto ia se afastando do grupo tão discretamente como tinha feito antes para tirar a camiseta.

Não sei se tinha algo a ver, em sua insatisfação consigo mesma, o fato de a amiga por quem você esperava soltar a longuíssimo cabeleira sobre umas costas em que só faltavam as asas da Victoria’s Secret. E enquanto isso você ali, olhando para o chão. Procurando um esconderijo em si mesma, de si mesma.

E eu gostaria de poder te dizer tantas coisas, querida garota do maiô verde… Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já estive aí, na sua toalha.

Eu gostaria de poder te dizer que, na verdade, estive na sua toalha e na de sua amiga. Fui você e fui ela. E agora não sou nenhuma das duas – ou talvez ainda seja ambas – assim, se pudesse voltar atrás, escolheria simplesmente curtir a vida em vez de me preocupar – ou me vangloriar – por coisas como em qual das duas toalhas, a dela ou a sua, prefiro estar.

Queria poder te dizer que vi que carrega um livro na bolsa, e que qualquer ventre que agora tenha seus dezesseis anos provavelmente perderá a firmeza muito antes de você perder o juízo.

Eu gostaria de poder te dizer que você tem um sorriso lindo e que é uma pena estar tão ocupada em se esconder que não te sobre tempo para sorrir mais vezes.

Eu gostaria de poder te dizer que esse corpo do qual você parece se envergonhar é belo simplesmente por ser jovem. É belo só por estar vivo. Por ser invólucro e transporte de quem você realmente é e poder te acompanhar em tudo que você faz.

Eu adoraria te dizer que gostaria que você se visse com os olhos de uma mulher de trinta e tantos porque talvez então percebesse o muito que merece ser amada, inclusive por você mesma.

Eu gostaria de poder te dizer que a pessoa que um dia te amar de verdade não amará a pessoa que você é apesar de seu corpo e sim adorará seu corpo: cada curva, cada buraquinho, cada linha, cada pinta. Adorará o mapa, único e precioso, que se desenha em seu corpo e, se não o fizer, se não te amar desse jeito, então não merece seu amor.

Eu gostaria de poder te dizer – e acredite, mas acredite mesmo – que você é perfeita do jeito que é: sublime em sua imperfeição.

O que posso te dizer eu, que sou só a mulher do lado?

Mas – sabe de uma coisa? – estou aqui com minha filha. É aquela do maiô rosa, a que está brincando no rio e se sujando de areia. Sua única preocupação hoje foi se a água estava muito fria.
Não posso te dizer nada, querida garota do maiô verde…
Mas vou dizer tudo, TUDO, a ela.
E direi tudo, TUDO, ao meu filho também.
Porque é assim que todos merecemos ser amados.
E é assim que todos deveríamos amar.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/08/estilo/1467984644_542681.html