domingo, 10 de maio de 2015

Parabéns a Todas as Mães!!

 MÃE É MÃE: mentira!  (Texto de Martha Medeiros) 

Vamos esclarecer alguns pontos sobre mães,ok?
Desconstruir alguns mitos.
Não, não precisa se preocupar.
Não é nada ofensivo, eu também sou mãe...e avó!
Vamos lá:

MÃE É MÃE: mentira! 
Mãe foi mãe, mas já faz um tempão! 
Agora mãe é um monte de coisas:
é atleta, atriz, é superstar.
Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
Também é cozinheira e lavadeira.
Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
Mãe às vezes também é pai.
Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock e pra desespero de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!):
moderníssima, antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço,
se quiser também namora, trabalha, adora dançar.
Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã de aeróbica, mergulhadora.
Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
Mãe já foi mãe, agora é mãe também.

MÃE É UMA SÓ: mentira!
Sabe por quê?
Claro que sabe!
Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
De certa forma, tem duas mães.
Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco mães.
Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser uma forma de exercer a maternidade.
O certo então seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.

Ser mãe é padecer no paraíso: mentira!
Que paraíso, cara-pálida?
Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não entram.
Cara,estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e aborrecida outras tantas, vamos combinar.
Quanto a padecer, é bobagem.
Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
Por exemplo?
Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que você não tem a mínima idéia de onde fica.
Aí a barra é pesada, pode crer...
Maternidade é a missão de toda mulher: mentira!
Maternidade não é serviço militar obrigatório, caraca!
Deus nos deu um útero, mas o diabo nos deu poder de escolha.
Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não tê-los,como sabê-los?
Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação, vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida mesmo, que é pequena, mas tem bastante espaço.
Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de Fernando Pessoa.
É difícil, mas acontece. 

Mamãe, eu quero: verdade!
Você pode não querer ser uma,
mas não conheço ninguém que não queira a sua.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Nem Cristo aguentaria ser professor

O Sermão da montanha (*versão para educadores*)

Aquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- “Em verdade, em verdade vos digo:
Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles…”
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas, porque não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia de nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular…
Fonte:  http://igual.ig.com.br/educa-centrum/nem-cristo-aguentaria-ser-professor/

Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Então é Natal...

Natal somos nós quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando. 
Somos o pinheiro de natal quando resistimos vigorosamente aos tropeços da caminhada. 
Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes, nossos atos, são cores que adornam.
Somos os sinos do natal quando chamamos, congregamos e procuramos unir. 
Somos luzes do natal quando simplificamos e damos soluções. 
Somos presépios do natal quando nos tomamos pobres para enriquecer a todos. Somos os anjos do natal quando cantamos ao mundo o amor e a alegria. 
Somos os pastores de natal quando enchemos nossos corações vazios com Aquele que tudo tem. 
Somos estrelas do natal quando conduzimos alguém ao Senhor. 
Somos os Reis Magos quando damos o que temos de melhor, não importando a quem. 
Somos as velas do natal quando distribuímos harmonia por onde passamos Somos Papai Noel quando criamos lindos sonhos nas mentes infantis.
Somos os presentes de natal quando somos verdadeiros amigos para todos. 
Somos cartões de natal quando a bondade está escrita em nossas mãos. Somos as missas do natal quando nos tomamos louvor, oferenda e comunhão. 
Somos as ceias do natal quando saciamos de pão, de esperança, qualquer pobre do nosso lado. Somos as festas de natal quando nos despimos do luto e vestimos a gala. 
Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e conscientemente, mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura na contemplação interior de um Natal perene que estabelece seu Reino em nós. 


Feliz Natal a todos  e que 2015 venha cheio de novas surpresas e oportunidades!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

De quem você é?


Do choro inaugural ao último suspiro, a vida é pródiga em possibilidades. Casarás ou não casarás. Terás dinheiro ou viverás duro. Votarás no PT ou no PSDB. Conhecerás mais sucessos do que fracassos. Fracassarás mais do que terás sucesso. Serás mais medroso do que valente. Mais corajoso do que medroso. Ou mistures tudo, mandando o maniqueísmo e os mandamentos às favas. 
Ao mesmo tempo, todo mundo é muito de cada coisa e um pouco de tudo. Por sinal, a imensa graça da vida está no inesperado dos caminhos, nas curvas - e não nas retas - do destino. Nascemos com tendências, mas nunca predestinados. Assim, um retirante se torna presidente da República. Um privilegiado destinado à glória perde tudo. 
Mas também é fato que ninguém nasce folha em branco. Mesmo na barriga da mãe já temos uma história. Somos seres enraizados. A máxima: ninguém sabe para aonde irá, mas sabemos de onde viemos. Eu, por exemplo, vivo em Sampa, nasci no Rio de Janeiro, sou filha de uma gaúcha e de um cearense. Não faço ideia em qual cidade morrerei. 
Trocando em miúdos: vivo apressada, me arrepio ao som de escolas de samba, me comovo com jangadas do Mucuripe impulsionadas pelo  vento minuano dos pampas. Ser filha de uma mulher do sul e de um homem do nordeste me enche de orgulho. Duas pontas de um Brasil plural. 
No meio disso, o Rio de Janeiro. Quando eu nasci, a cidade era a Capital Federal. Havia nariz empinado por tanta beleza e vaidade nas ventas de ser o centro dos acontecimentos. Em 1960, com a inauguração de Brasília, o Rio teve que se reinventar. Parecido com  várias reinvenções que sacodem a vida da gente.
Certa vez li - não lembro se escrita por um poeta, ou por uma filósofa -  uma frase marcante: “Se você reconhece e ama suas próprias raízes, será capaz de respeitar as raízes dos outros”. O que no fundo é igual a dizer: Conhece-te a ti mesmo e saberás do outro. 
reconhecimento das origens leva ao pertencimento. O que nada mais é do que se sentir confortável com os antepassados. Pouco importa se o bisavô viveu num quilombo, se a bisavó nasceu na outra margem do Atlântico. 
Importa amar de quem viemos. A natureza nos ajuda a enxergar e compreender a importância das raízes. Quanto mais vigorosas são, maior e mais forte é a árvore. Para voar alto e livre é preciso ter um terreno firme de onde decolar. 
Imagem: Régine Ferrandis
 Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/mente-aberta/de-quem-voce-e-083955639.html