domingo, 23 de março de 2014

O amor cura tudo ( será?)

Eu discordo de quem diz que o tempo cura todas as feridas. O tempo não cura nada. O tempo ensina apenas a administrar certas questões internas, nos concede algumas respostas, nos ajuda a varrer certas sujeiras para debaixo do tapete em um canto escuro no sótão das nossas mentes. Quem cura mesmo as feridas é o amor.
Amar cura feridas. Conhecer gente nova cura feridas. Cervejinha em tarde de domingo cura feridas. Pizzada com amigos cura feridas. Caminhar de mãos dadas cura feridas. Beijo na boca cura feridas. Dormir abraçado cura feridas.
A vida oferece nos oferece provas constantes de que ainda existe milhares de coisas bacanas para viver. E não me refiro a nada incrível ou grandioso. Estou falando das alegrias comuns, aquelas minúsculas e frágeis que só fazem sentido para quem fez parte das histórias. Tirar milhares de fotos engraçadas com a galera, fazer piquenique no parque, passear de bicicleta, ficar horas dentro da banheira. Não é preciso ir tão longe para ver algo bom, mas treinar o olhar para perceber essas pequenas pérolas escondidas nas conchas do cotidiano.
Portanto, esqueça essa história de ter paciência e dar tempo ao tempo. Porque ele passa independentemente de nós e não nos pede autorização nem espera que lhe demos licença. Nada a ver ficar esperando que ele resolva seus problemas ou os leve para qualquer outro lugar do planeta. Tome um banho e vista seu melhor sorriso. Arrume o cabelo e de um jeito nessa imagem.
Vá à luta, minha cara. Existe um mundo inteiro esperando para ser experimentado. Existe um monte de amor lá fora esperando pra curar suas feridas, para colar todas as partes do seu coração e não seria elegante da sua parte recusar a uma oferta dessas.

Fonte:  http://br.mulher.yahoo.com/blogs/amigo-gay/o-amor-cura-tudo-183958004.html

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Qual a sua Geni?

Por Fernanda Pompeu | Mente Aberta – ter, 28 de jan de 2014

Faz trinta e seis anos, Chico Buarque compôs uma canção cuja letra conta de uma mulher que já foi namorada "de tudo que é nego torto, do mangue e do cais do porto. A rainha dos detentos, das loucas, dos lazarentos, dos velhinhos sem saúde, das viúvas sem porvir." A cidade toda, ao vê-la, canta em coro um refrão: "Joga pedra na Geni! Ela é feita para apanhar! Ela é boa de cuspir! Ela dá pra qualquer um! Maldita Geni!"
Um dia aterrissa um zepelim gigante na cidade. Seu comandante ameaça explodir tudo "com dois mil canhões". Mas ao ver Geni, ele se encanta e faz a proposta: se aquela formosa dama o servir, a população estará salva. Acontece que ela se recusa a dormir com o mandabala. Diz: "Prefiro amar com os bichos." O prefeito, o bispo, o banqueiro, o zé-ninguém imploram para Geni dar para o forasteiro e resolvido. A chamam de "Bendita Geni!"
Geni domina o asco e cede. "O homem se lambuzou a noite inteira até ficar saciado, e nem bem amanhecia partiu numa nuvem fria com seu zepelim prateado." A cidade foi salva pela mulher que todos desprezavam. Ela vê a aurora surgir e, por um momento, se sente uma heroína. Melhor, uma redentora! Até ouvir o coro dos cidadãos: "Joga pedra na Geni! Joga bosta na Geni! Ela é feita para apanhar! Ela é boa de cuspir! Ela dá pra qualquer um! Maldita Geni!"
Às vezes penso nas milhares de Genis que habitam ao nosso lado. Geni não é necessariamente uma mulher. Não é necessariamente uma prostituta. Ela pode ser o garoto gordinho que sofre bullying na escola. A adolescente lésbica enfrentando uma malta de machos. A menina negra coagida a alisar seus cabelos. A travesti morta a facadas numa esquina qualquer. O homem tão pobre que nem dinheiro sobra para andar de ônibus.
Ao olhar para as Genis, reflito também nos atiradores de pedras. Sujeito individual ou coletivo que sonha em fazer do mundo sua imagem e semelhança. Aquele que é contra o casamento homossexual, porque é hétero. Aquela que é contra as cotas raciais, porque nasceu branca. Aqueles que condenam os ateus, porque são de Jesus. Aquelas que falam mal das outras, porque são do bem.
Qual a razão de um comportamento diferente ou minoritário ameaçar a maioria? Quem tem direito de impingir um jeito de viver sobre um outro jeito? Eu sei! Somos ótimos juízes da vida alheia e péssimos quando se trata da nossa. Mas, talvez, a canção do Chico Buarque seja uma oportunidade para nos revisarmos e, com algum esforço, eliminarmos ideias ortodoxas, fundamentalismos sufocantes. Viva e deixe o outro viver sem julgamentos e pedras pode ser a luz do farol a nos guiar entre rochedos.

Imagem: Régine Ferrandis
Fonte:  http://br.noticias.yahoo.com/blogs/mente-aberta/qual-sua-geni-103231367.html

domingo, 19 de janeiro de 2014

Sobre os problemas da vida conectada

David Baker: “Ninguém precisa abandonar a tecnologia, mas é necessário experimentar momentos de desconexão”




Por: 
22 de novembro de 2013 às 15:33
“Há dois problemas com a tecnologia: ela está crescendo muito rápido e é muito sedutora. E ela vai se desenvolver cada vez mais rápido, por conta da Lei de Moore. Nós estamos tentando disputar uma corrida com a tecnologia para utilizá-la, mas nunca vamos vencer. Então nós precisamos nos reposicionar em relação à tecnologia e perguntar como nós podemos fazer para que ela não seja nosso mestre, mas uma ferramenta. Precisamos fazer com que os avanços tecnológicos sejam a nossa caixa de ferramentas. Se nós temos uma caixa de ferramentas em casa, nós não acordamos e vamos correndo serrar alguma coisa, vamos?
Mas nós acordamos e vamos checar nossas notificações, por exemplo. Então nossa relação com a tecnologia nesse momento é adolescente, é sedutora, nós estamos apaixonados. E agora temos a oportunidade de entrar numa nova fase do nosso relacionamento: entender a tecnologia, compreender o que é viver com ela. Temos que nos perguntar que tipo de seres humanos nós queremos ser e quais são as tecnologias que podem ajudar nesse propósito. Por exemplo: eu não gosto quando as pessoas ficam checando seus telefones quando eu estou falando com elas. Primeiro, porque é desrespeitoso. Porque existe algo de belo na atenção que as pessoas dão umas às outras. E isso é quebrado por um sujeito na Califórnia que juntou alguns algoritmos pra fazer um aplicativo. Veja bem: a tecnologia não é mágica. São só pessoas usando algoritmos bons. Então eu quero uma revolução na qual as pessoas amem a tecnologia, mas a usem mais como uma caixa de ferramentas e menos como um mestre.”

Um conselho para a geração que nasceu na era da tecnologia

“Eu definitivamente não quero que ninguém abandone a tecnologia, a não ser que a pessoa deseje isso. Mas nós sabemos que há momentos na História em que as pessoas abandonaram a tecnologia e encontraram coisas incríveis, como fez Thoreau. Ele resolveu abandonar a vida civilizada para redescobrir suas ligações com a vida e com o mundo. E funcionou para ele. Walden, de Thoreau, é um livro muito interessante para o momento em que vivemos agora. Porque ele fez, de forma completa, algo que podemos fazer num dia.
Eu odeio aconselhar, mas eu gosto de provocar. Eu quero estimular as pessoas, provocá-las. Então eu digo ‘Por que você não tenta em experimento? Por que você não tenta ficar sem entrar no Facebook por doze horas’ e pode ser algo interessante, embora seja meio assustador, mas você vai perceber que ficou menos assustado que imaginou que ficaria. E você pode descobrir como aproveitar essas doze horas. Na próxima vez você pode tentar ficar doze horas sem telefone. Ninguém precisa abandonar a tecnologia, mas é necessário experimentar momentos de desconexão.”

Desconecte-se

“A ideia de sempre estar conectado é uma invenção da banda larga. Eu tenho quase cinquenta anos e eu me lembro de quando a internet era discada. Você se conectava e se desconectava porque era como um telefonema, você telefonava para a internet. Agora nós podemos estar sempre online e assumimos que essa é a maneira correta de usar a internet. Mas às vezes nós deveríamos experimentar ficar offline e ver como nos sentimos. Eu acho que muitas pessoas podem descobrir que de repente elas estão pensando diferente, conversando mais, indo a parques. E eventualmente elas podem pensar ‘E se eu ficar dois dias sem internet?’. Então meu conselho é experimentar. Porque nós somos viciados em internet. As pessoas saem de casa, percebem que esqueceram seus telefones e atravessam a cidade outra vez para buscá-los. Nós também fazemos isso com drogas e isso é péssimo. Então temos que ajudar as pessoas a pensar “Eu esqueci meu telefone em casa e isso não é um desastre”. Porque é só um pedaço de plástico com um computador dentro!
Quando eu era criança, houve um período durante os anos 1970 na Inglaterra em que nós ficávamos sem eletricidade por doze horas. Então eu digo às pessoas para imaginarem um mundo sem eletricidade e a primeira coisa que elas respondem é ‘Jesus!’. Sem televisão. Sem telefone. Imediatamente a nossa conexão com as coisas muda, as conversas mudam. E as pessoas descobrem que a tecnologia é incrível, mas faz com que nós deixemos de descobrir coisas que nós temos que começar a buscar novamente.”

A zona de conforto

“Na palestra que darei sábado, eu vou falar em português. E essa não é minha língua nativa, eu ainda estou estudando português. Eu quero fazer a palestra em português porque eu decidi explorar algo que é novo para mim, quero sair da minha zona de conforto. Saia da sua zona de conforto. Primeiro, você vai ficar ansioso, mas depois novas ideias e novas oportunidades aparecerão. Mas você não vai ver nada disso se ficar na sua zona de conforto. Eu estou ansioso. Talvez meu português seja horrível. Então quero que as pessoas vejam o que eu estou fazendo e quero que isso as inspire a sair de suas zonas de conforto.”

A resposta para a vida, o universo e tudo mais

“Eu não tenho respostas. E eu também não tenho conselhos. Porque a verdade, seja lá o que isso signifique, é que a resposta correta está dentro de nós. A resposta certa para mim não é a resposta certa para você. Então é importante que as pessoas se lembrem: se as respostas existissem, nós poderíamos fazer um google extremo com perguntas como ‘como eu devo viver a minha vida?’ e descobriríamos.  Pessoas que dizem que existe uma resposta são charlatões. Porque elas dizem que sabem como a vida deve ser vivida, dizem que sabem quais são as regras. Mas você deve ir além das regras. Mas para algumas pessoas isso é muito atraente, porque elas não vão precisar pensar. Mas para outras pessoas isso é um problema, porque elas parecem ótimas, mas elas não conseguem viver suas vidas de acordo com as regras. E elas não precisam viver assim e nem devem se sentir culpadas e inadequadas por não seguirem as regras. Então eu acho que devemos rejeitar as respostas e substituí-las por provocações. Uma conversa ao vivo é muito diferente de uma conversa por Skype. Temos que entender que há coisas que as pessoas fazem melhor do que a tecnologia.”

Como trabalhar de modo mais inteligente

“Eu acredito que quase todos nós podemos trabalhar menos horas, mas trabalhar de modo mais inteligente. É muito irônico que agora que a tecnologia está aqui para nos ajudar a trabalhar melhor, tanto em Londres quando aqui em São Paulo, as pessoas ainda estejam no escritório depois da meia-noite. Alguma coisa está completamente errada. E há duas razões para isso: a primeira é que o capitalismo encoraja coisas como uma cidade em que metade da população fica nos trabalho até meia-noite e outra metade que sequer tem emprego. Esse é o resultado político do capitalismo e nós temos que mudar esse sistema, temos que mudar a forma como distribuímos o trabalho e o dinheiro. Eu gostaria que todas as pessoas trabalhassem só metade da semana. Mas a questão é: o que vamos fazer quando as pessoas trabalharem menos e ganharem menos? É um debate incrível e não é nada novo. Eu acho que nós podemos trabalhar menos e de forma mais inteligente fazendo duas coisas: a primeira é se desconectar da tecnologia e da internet.
Um dos maiores desafios para se trabalhar de forma inteligente são as interrupções que a tecnologia traz. Há e-mails chegando o tempo inteiro. Você está trabalhando, pensando e de repente chega um e-mail e então o trabalho fica mais lento. Há estudos que dizem que o trabalho fica oito vezes mais lento. Então nós precisamos trabalhar oito vezes mais tempo, mas temos que produzir as mesmas coisas que fazíamos antes e as pessoas acabam levando trabalho para casa. Se você parasse de olhar seus e-mails, acabaria tudo que tem fazer muito mais cedo. Nós poderíamos oferecer às pessoas a oportunidade de trabalhar rápido e de forma inteligente e depois irem para casa ou explorar novos projetos. Se você acabasse seu serviço mais cedo, poderia usar o resto do dia para fazer o que quisesse porque boas ideias vêm desse tipo de exploração.
E a segunda coisa sobre o mercado de trabalho é que a maior parte do trabalho é completamente inútil. Eu escrevo um relatório para alguém e ele envia o documento ara uma terceira pessoa e depois nós três vamos fazer uma reunião para discutir o relatório, enquanto uma quarta pessoa escreve uma versão do relatório que será enviada para dez outras pessoas. Essa é a descrição do trabalho de muitas pessoas. Nós precisamos olhar para o mercado de trabalho e perceber que rituais que parecem ser obrigatórios são na verdade invenções que nós poderíamos “desinventar”. Assim como poderíamos desinventar o conceito de estar sempre online. Precisamos ser mais questionadores, sobre nós mesmo e sobre o nosso trabalho. Por que estamos tendo essa reunião? Por que eu escrevo esses relatórios? Por que eu faço isso desse jeito? Temos que responder essas perguntas. Eu suspeito que no mercado de trabalho nos fazemos suposições demais. Fazemos suposições importantes que estão erradas. Por exemplo, nós supomos que quanto mais horas trabalharmos, melhor estaremos trabalhando. Na verdade, quanto mais horas eu trabalho, pior fica a minha vida pessoal, todos nós sabemos que isso é verdade.”

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/david-baker-entrevista/


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

14 desejos para 2014

Todos os dias temos a chance de transformar nossas vidas, mas ficamos tão presos nas questões do dia a dia que esquecemos dessa nossa força e habilidade. A virada de ano é o momento perfeito para que a gente pare e pense o que quer para o nosso futuro.
Listas de ano novo não precisam ser extensas ou cheias de coisas extremamente difíceis. Cada pequeno passo, quando somado a outro, se torna um pouco mais de caminho andado. Prepare-se para 2014 e tenha um ano lindo.

1 – ame mais
Mas ame no sentido completo da palavra. Ao outro, aos inimigos, a quem é diferente de você. Amar é respeitar, é colocar-se no lugar do outro e deixar que cada um siga sua vida.
2 – julgue menos
Em 2014 deixe de pensar que você precisa opinar sobre a vida dos outros. Nem a vida profissional, nem amorosa, nem sexual. Isso só diz respeito a cada um e você não precisa dar seu parecer para tudo.
3 – seja você mesmo, mas melhorado
Você não precisa mudar, mas precisa pensar em suas atitudes. Há motivos para agirmos como agimos e não é a natureza de cada pessoa. São experiências, coisas que vivemos, que nos marcaram e nem sabemos direito como. Para melhorar quem você é, é necessário de conhecer bem e aceitar que não somos perfeitos, mas podemos trabalhar para nos tornarmos menos imperfeitos.
4 – aprenda a ouvir
Ouvir o outro e a você mesmo. Se as pessoas conversassem mais, mas conversassem de verdade, muitos problemas seriam resolvidos. Ouvir o outro é ouvir com o coração. Ouvir como uma criança faria: como se fosse a primeira vez. Só assim, livre de opiniões pré-concebidas você poderá ouvir de verdade.
5 – aprenda a dividir
Dividir as derrotas, as vitórias, os bons e maus momentos. Deixar que outras pessoas participem da sua vida e deixar que todos tenham as mesmas oportunidades que você. Já que todo mundo merece ser feliz, todo mundo merece as mesmas chances para isso.
6 – fale sobre sentimentos, mas demonstre-os também
Não adianta só falar que ama e se preocupa, você precisa demonstrar. Que nesse novo ano todos nós sejamos mais capazes de demonstrar por meio de ações o que sentimos por pessoas importantes e o que sentimos por nós mesmos.
7 – confie mais
Dê votos de confiança e desconfie menos das pessoas. Sempre que você dá a chance de alguém ser bom, são grandes as chances de receber algo positivo de volta. Quando você não dá o benefício da dúvida, tudo o que tem é um não.
8 – mande os preconceitos embora
Não crie opiniões sobre o mundo com base na sua imaginação. Quando você não conhece algo antes de formar uma opinião, as chances de formar uma opinião sem sentido são enormes.
9 – respeite o diferente
Você não precisa ser como as pessoas que considera diferentes, mas também não precisa odiá-las. Você pode simplesmente aceitar que nem todo mundo é igual, mas que todo mundo merece ser respeitado e tem direitos iguais.
10 – olhe mais para você mesmo
Antes de apontar os defeitos do outro, olhe os seus. Todos nós escondemos nossos problemas muito bem escondidos e apontamos os problemas do outro. É muito mais fácil agir assim do que resolver nossas coisas. Que tal mudar isso em 2014?
11 – tenha novas experiências
E isso serve para tudo. Seja sexualmente – pode ser só uma posição nova, ou tomar a iniciativa -, no trabalho, na vida em família ou com os amigos. Conheça coisas novas para que você possa se tornar uma pessoa mais completa.
12 – diga menos ‘não’
É muito cômodo dizer não para tudo. A gente nem pensa direito, já diz não para não ter que se preocupar com o que significaria aquele sim. Dê mais chances a você mesmo e torne sua vida muito mais interessante.
13 – seja quem você sempre sonhou
Corra atrás de seus objetivos e seja quem você sempre quis ser. Escolha um objetivo para se tornar alguém melhor e trabalhe nisso durante alguns meses. A cada mês escolha uma nova característica e a melhore. Ao fim do ano você terá dados muitos passos em direção ao seu objetivo.
14 – crie uma lista de objetivos
Pode parecer besteira, mas as listas que fazemos no começo do ano nos inspiram a respirar fundo e lutar por nossos objetivos. Não coloque objetivos inatingíveis – como ganhar na loteria –, mas aposte nas coisas mais simples. Muitas vezes um objetivo que soa bobo, como dormir mais cedo, influencia toda sua vida e você consegue alcançar uma promoção no trabalho por estar mais bem disposto todos os dias.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Norte-americano cria lista com motivos pelos quais odiou viver no Brasil por 3 anos



É bom ler isso e ver outros olhares,  porque todos acham que está tudo uma beleza, esse país é rico, não tem (muitos) desastres naturais, guerra civil, e mesmo com tantos desvios, superfaturamento  e roubos sobrevive.
Motivos listados:
1- Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.
2- Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.
3- Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.
4- Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.
5- As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.
6- Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.
7- Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.
8- Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.
9- Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.
10- Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.
11- A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.
12- Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.
14- Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.
15- A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.
16- Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.
17- Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.
18- Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.
19- A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.
20- E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.
21- A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.
22- Calçadas no meu bairro são cobertos com mijo e coco de cães que latem dia e noite.
23- Engarrafamentos de Três horas e meia toda vez que chove .
24- Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.
25- Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.
26- Ir a Shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada pra fazer se você não gastar. Há um parque principal e está horrivelmente lotado.
27- O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas , dobradiças , tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.
28- Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.
29- Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez.
30- Os brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.
31- A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válida é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.
32- As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que você é incapaz de mover qualquer coisa, além da sua cabeça.
33- O Brasil é um país de 3° mundo com preços ridiculamente inflacionados para itens de qualidade. Para se ter uma ideia, São Paulo é classificada como a 10ª cidade mais cara do mundo. (New York é a 32ª).
34- A infidelidade galopante. Este não é apenas um estereótipo, tanto quanto eu gostaria que fosse. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais ”virís” por saírem com várias mulheres.
35- Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.
36- Quando calçadas estão em construção espera-se que você ande na rua. Alguns motoristas se recusam a fazer o menor desvio a sua presença, acelerando a poucos centímetros de você, mesmo quando a pista ao lado está livre.
37- Nem pense em dizer a alguém quando você estiver viajando para o EUA. Todo mundo vai pedir para você trazer iPods, X-Box, laptops, roupas, itens de mercearia, etc. em sua mala, porque eles são muito caros ou não disponíveis no Brasil.
38- A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.
39- Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior). Mesmo ao meio-dia podem ter engarrafamentos enormes que torna impossível você andar mesmo em um pequeno trajeto limitado, a menos que você tenha uma motocicleta.
40- Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center