sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulher não tem que ganhar parabéns, mas respeito


Eleonora Menicucci participou de ato sobre luta de mulheres contra ditadura.

Ela afirmou que 'preconceito existe imensamente' no país.

Fala da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher.

"Eu gostaria de não ter que comemorar o dia da mulher. A mulher que luta, que diz que lugar de mulher não é no tanque e no fogão, ela não precisa ganhar flores e nem parabéns nesse dia, ela tem que ganhar respeito e protagonismo na sociedade brasileira", disse a ministra.
Ela discursou em evento que marca o julgamento de processos, pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, de mulheres perseguidas durante a ditadura militar. Menicucci foi presa e torturada durante o regime junto com a presidente Dilma Rousseff, de quem a ministra lembrou em sua fala.

"Ser mulher na luta contra a ditadura foi ousadia. Deixamos sonhos da ditadura pendurados em algum lugar para entrarmos na clandestinidade. (...) Acreditávamos que estávamos no caminho certo, esse que me coloca hoje no posto de ministra. Porque temos uma presidenta que teve a mesma trajetória e que seguramente carrega consigo a grandeza da luta pelos direitos humanos", afirmou.

A ministra destacou, na fala, que "o preconceito existe imensamente na desigualdade de gênero desse país". Ela, então, criticou a falta de espaço para as mulheres dentro da política.
"(O preconceito) permanece dentro dos partidos políticos quando os recursos não são disponibilizados para todos de forma igualitária, quando não respeita, inclusive o meu partido, o Partido dos Trabalhadores, as listas de gêneros (que estabelecem percentual mínimo de candidaturas de mulheres)", frisou Eleonora Menicucci, sendo aplaudida.

Fonte:  http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/03/mulher-nao-tem-que-ganhar-parabens-mas-respeito-diz-ministra.html

Parabéns Mulheres!!

A todas as mulheres pelo mundo a fora, que venceram batalhas, derrubaram tabus, barreiras e tem conquistado espaço  todos os dias, com, muita superação  e coragem!! 

                                  Somos todas guerreiras".
                          PARABÉNS PRA TODAS NÓS!!

sábado, 2 de março de 2013

Violência doméstica...


A questão da semana é o caso da mulher que teme ser agredida pelo marido. E esse temor não é incomum. No Brasil, uma em cada quatro mulheres sofre com a violência doméstica. As estatísticas mostram que grande parte dos ferimentos físicos e assassinatos ocorrem entre pessoas que vivem juntas. Segundo um artigo do jornal americano New York Times, o comandante das forças das Nações Unidas na Bósnia costumava se referir aos rugidos noturnos das metralhadoras no centro de Sarajevo, em 1993, como “violência doméstica”.

Numa relação amorosa é comum haver discussões, afinal, quando não se está de acordo com alguém argumentar, mesmo de forma veemente, é um modo de reconhecer o outro, de levar em conta que ele existe. Na violência, ao contrário, o outro é impedido de se expressar, não existe diálogo. A agressão física não acontece de uma hora para outra. Tudo tem início muito antes dos empurrões e dos golpes. Um olhar de desprezo, uma ironia, uma intimidação, são pequenas violências que vão minando a autoestima da mulher.

Antes do primeiro tapa as mulheres devem reagir à violência verbal e psicológica. Para isso é essencial que elas aprendam a perceber os primeiros sinais de violência para encontrar em si mesmas a força para sair de uma situação abusiva. Compreender por que se tolera um comportamento intolerável é também compreender como se pode sair dele.

Não é nada fácil para o homem corresponder ao ideal masculino que a sociedade patriarcal lhe exige. Homens e mulheres têm as mesmas necessidades psicológicas — trocar afeto, expressar emoções, criar vínculos. A questão é que perseguir esse ideal impede a satisfação das necessidades, e a impossibilidade de alcançá-lo gera frustração. Está aberto o espaço para a violência masculina no dia-a-dia. Essa ideia se confirma quando os estudos mostram que a violência contra as mulheres não é a mesma em todos os lugares. É muito maior onde se cultua o mito da masculinidade.

É interessante observar que não há necessidade do uso da força para subjugar o outro; meios sutis, repetitivos, velados, ambíguos podem ser empregados com igual eficácia. Atos ou palavras desse tipo são muitas vezes mais perniciosos que uma agressão direta, que seria reconhecida como tal e levaria a uma reação de defesa.

A psicanalista francesa Marie-France Hirigoyen, que pesquisou bastante o tema, faz uma severa crítica aos psicanalistas que consideram que as mulheres que permanecem na relação experimentam uma satisfação de ordem masoquista em ser objeto de sevícias. “É preciso que esse discurso alienante cesse, pois, sem uma preparação psicológica destinada a submetê-la, mulher alguma aceitaria os abusos psicológicos e muito menos a violência física.”

Fonte:  http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2013/03/02/violencia-dentro-de-casa/