sábado, 2 de março de 2013

Violência doméstica...


A questão da semana é o caso da mulher que teme ser agredida pelo marido. E esse temor não é incomum. No Brasil, uma em cada quatro mulheres sofre com a violência doméstica. As estatísticas mostram que grande parte dos ferimentos físicos e assassinatos ocorrem entre pessoas que vivem juntas. Segundo um artigo do jornal americano New York Times, o comandante das forças das Nações Unidas na Bósnia costumava se referir aos rugidos noturnos das metralhadoras no centro de Sarajevo, em 1993, como “violência doméstica”.

Numa relação amorosa é comum haver discussões, afinal, quando não se está de acordo com alguém argumentar, mesmo de forma veemente, é um modo de reconhecer o outro, de levar em conta que ele existe. Na violência, ao contrário, o outro é impedido de se expressar, não existe diálogo. A agressão física não acontece de uma hora para outra. Tudo tem início muito antes dos empurrões e dos golpes. Um olhar de desprezo, uma ironia, uma intimidação, são pequenas violências que vão minando a autoestima da mulher.

Antes do primeiro tapa as mulheres devem reagir à violência verbal e psicológica. Para isso é essencial que elas aprendam a perceber os primeiros sinais de violência para encontrar em si mesmas a força para sair de uma situação abusiva. Compreender por que se tolera um comportamento intolerável é também compreender como se pode sair dele.

Não é nada fácil para o homem corresponder ao ideal masculino que a sociedade patriarcal lhe exige. Homens e mulheres têm as mesmas necessidades psicológicas — trocar afeto, expressar emoções, criar vínculos. A questão é que perseguir esse ideal impede a satisfação das necessidades, e a impossibilidade de alcançá-lo gera frustração. Está aberto o espaço para a violência masculina no dia-a-dia. Essa ideia se confirma quando os estudos mostram que a violência contra as mulheres não é a mesma em todos os lugares. É muito maior onde se cultua o mito da masculinidade.

É interessante observar que não há necessidade do uso da força para subjugar o outro; meios sutis, repetitivos, velados, ambíguos podem ser empregados com igual eficácia. Atos ou palavras desse tipo são muitas vezes mais perniciosos que uma agressão direta, que seria reconhecida como tal e levaria a uma reação de defesa.

A psicanalista francesa Marie-France Hirigoyen, que pesquisou bastante o tema, faz uma severa crítica aos psicanalistas que consideram que as mulheres que permanecem na relação experimentam uma satisfação de ordem masoquista em ser objeto de sevícias. “É preciso que esse discurso alienante cesse, pois, sem uma preparação psicológica destinada a submetê-la, mulher alguma aceitaria os abusos psicológicos e muito menos a violência física.”

Fonte:  http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2013/03/02/violencia-dentro-de-casa/


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Compartilhar senhas de internet com parceiro não é prova de amor



Pessoas controladoras costumam querer saber as senhas de seus parceiros

A base de toda relação amorosa harmônica precisa ser a confiança, certo? Seguindo esse preceito, então, a vida de um casal deveria ser uma espécie de livro aberto. O que inclui, em tempos de internet, de perfis conjuntos nas redes sociais ao compartilhamento de senhas. Para muitos homens e mulheres, o excesso de privacidade virtual pode sinalizar que há algo a esconder. E, seguindo essa lógica, revelar a senha de acesso do MSN ou do Facebook tem o peso de uma prova de amor. Será, mesmo? Veja algumas análises que especialistas recomendam fazer antes de tomar qualquer atitude.

Compartilhar senhas de e-mail e redes sociais é uma prova de amor?
Segundo a psicóloga Andréa Jotta, do NPPI da PUC de São Paulo (Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica), nos relacionamentos maduros e saudáveis isso pode acontecer naturalmente, sem que haja o peso de se tratar o assunto como um pacto ou prova de amor.

"E pode também acontecer de um querer compartilhar, por questões pessoais ou práticas, mas o outro não, o que é perfeitamente compreensível", afirma. Andréa diz ainda que um relacionamento não significa dividir tudo, sempre. "Uma parte da pessoa, seus pensamentos, fantasias, amigos e gostos são só dela. Isso você não divide com o outro. É preciso ter confiança no caráter do parceiro, nos valores dele e em si mesmo, principalmente, para não se sentir ameaçado por aquilo que não lhe diz respeito".

Falar em "prova de amor" é uma desculpa para exercer o controle?
"Uma relação pautada na confiança e na maturidade não necessita desse tipo de prova", explica Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal São Paulo). Já Alexandre Bez, psicólogo especializado em relacionamentos pela Universidade de Miami (EUA), explica que pessoas controladoras e com personalidade narcisista têm necessidade de estar no controle, de desfrutar a sensação de poder no relacionamento.

Fonte:  http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/02/27/compartilhar-senhas-de-internet-com-parceiro-nao-e-prova-de-amor.htm

Tatuagem eletrônica capta sinais cerebrais e abre caminho para telepatia




Uma tatuagem pode dizer muito de uma pessoa, principalmente sobre seus sinais vitais, garante um pesquisador da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos. O professor de bioengenharia Todd Coleman desenvolveu sensores ultrafinos e flexíveis que podem ser colocados temporariamente na pele para monitorar a atividade cerebral de pacientes e, assim, acabar com os exames nas enormes máquinas de eletroencefalograma.

Isso porque o novo método de interação cérebro-máquina difere-se dos outros experimentos por usar uma técnica não-invasiva e, mais importante, com transmissão de dados sem fio – o que garantiu o apelido de tatuagem eletrônica.

A intenção do pesquisador em sofisticar a interface cerebral é impedir que ela fique restrita a laboratórios, já que tem grande potencial como uma poderosa ferramenta de interação social, usada na telepatia - seja para que as pessoas conversem umas com as outras sem se falar, ou para operar máquinas e sistemas à distância, usando apenas o poder da mente.

"Nós demonstramos [com o estudo] que os sensores podem captar sinais elétricos dos músculos da garganta para que as pessoas se comuniquem apenas por pensamento", explica Coleman. "Queremos algo que também possa ser usado em um café para [o púbico] se divertir."

Como funciona

O dispositivo consiste de camada de poliéster plástico que pode ser esticado, torcido e dobrado, para acompanhar o movimento natural da pele humana e ter boa durabilidade. Além disso, ele é tão fino quanto um fio de cabelo (menos de cem mícrons de espessura, ou 0,1 milímetro), por isso, fica imperceptível quando grudado no corpo.

Dentro dele é implantado um circuito com células solares, que captam os sinais elétricos das ondas cerebrais; sensores térmicos, que monitoram a temperatura da pele; e detectores de luz, que analisam os níveis de oxigênio no sangue.

Coleman afirma que já está aplicando os resultados da pesquisa, que foi apresentada durante a última reunião da AAAS, para controlar o ritmo de cérebro de bebês prematuros que sofreram lesão cerebral durante o parto.

Além disso, as tatuagens eletrônicas podem ser aplicadas em outras partes do corpo, como garganta, agindo com um microfone subvocal, ou membros, para monitorar a atividade muscular de braços e pernas de atletas.

Fonte:  http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/02/27/tatuagem-eletronica-monitora-sinais-cerebrais-e-abre-caminho-para-o-poder-da-mente.htm

Redes Sociais...



Atenção: pense antes de postar!
Seu comportamento online pode facilitar ou dificultar seu desenvolvimento profissional

Atire a primeira pedra quem nunca julgou pelas aparências. Agora atire a segunda pedra quem nunca julgou pelas as aparências online. E finalmente atire a terceira pedra quem nunca se sentiu perdido sobre como se comportar neste mundo de compartilhamentos, curtidas e comentários. Um mundo em que vida profissional e pessoal parecem não pertencer mais a compartimentos separados. Um mundo em que o limite entre o público e o privado parece estar se dissolvendo. O que fazer?

É preciso, caro leitor, começar reconhecendo que vivemos um conflito de gerações (X x Y, no mínimo), vivemos também um conflito de opiniões, e por isso mesmo seu comportamento online será avaliado de forma diferente por diferentes pessoas. Ele pode facilitar ou dificultar seu desenvolvimento profissional – sinto muito, meu amigo cético, mas é a realidade – dependendo de quem é seu chefe, seu colega de trabalho, a empresa para qual você trabalha, ou até quem são seus clientes, suas fotos e postagens podem gerar reações diversas e/ou adversas. Por isso, tente colocar um pé em cada canoa.  Não precisa sair das redes, nem precisa infestá-las com seus mais variados pensamentos. Não existe uma única maneira correta de compartilhar. E se houvesse ela não seria simplesmente do jeitinho pregado pelos apocalípticos, que perseguem os que tiram fotos do look pra postar no Facebook, tampouco do jeitinho dos que postam cada passo de sua vida que parece só acontecer online.

Pense antes de postar. Assim como tudo que você fala, tudo que você escreve merece um cuidado mínimo.  Não dá pra escrever tudo que se pensa sem sair sempre ileso. Quando você toma partido em algo polêmico, precisa estar consciente de que sua posição poderá ser rebatida online (com uma resposta ríspida, uma campanha de oposição) ou offline (uma vaga perdida, uma promoção adiada). Vale lembrar que até mesmo comentários ingênuos podem ser interpretados de forma polêmica, então avalie suas opiniões e desdobramentos antes de registrá-las. Difícil ser visto com os mesmo olhos após um barraco online – mesmo que ele tenha sido gerada por um desencontro de informações.

Para pensar antes de postar é preciso manter-se sóbrio. As redes sociais se tornaram tão populares, entre outras coisas, porque funcionam como entorpecentes (legais!), e embriagados não conseguimos raciocinar – talvez você seja uma daquelas pessoas que precise ler este post e se prometer que irá ficar pelo mesmo 24h sem postar nada, para uma desintoxicação seguida de momentos de reflexão. Tem muita gente que vai postando, postando, postando, num frenesi sem fim, e, sob toda a adrenalina das “curtidas”, para de pensar antes de postar. Cuidado com a tentação de abastecer as redes com detalhes cada vez mais sórdidos (desculpe a sinceridade) em busca de popularidade e reconhecimento. Esse caminho leva à banalização das suas opiniões e prejudica sua reputação profissional e social.

Pra encerrar, lembre-se que se as regras deste jogo estão se construindo e, por isso mesmo, se você está na posição de ler e avaliar alguém, seja minimamente tolerante. Antes de tomar qualquer ação, pense em aconselhar e alertar. Mais que isso, previna o pior estabelecendo claramente o que é aconselhado ou desaconselhado pela empresa, por exemplo, em relação a postagens de fotos ou textos feitos dentro do ambiente profissional, de como se acredita que o relacionamento online com clientes da empresa deva ser levado, que tipo de informações podem ser publicadas, entre outras coisas. Seu papel é também de educação e formação deste novo ambiente de comunicação.

 Fonte:  http://msn.clickcarreira.com.br/querocrescer/2013/2/25/5180/atencao-pense-antes-de-postar.html

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sensação de ser superior aos outros tem razão biológica, dizem cientistas



'Ilusão de superioridade' atinge maioria e é regulada pela dopamina. Descoberta pode ajudar no tratamento de depressão.

Cientistas dizem ter descoberto mecanismos biológicos que fazem as pessoas se sentirem superiores às outras, estado chamado por eles de "ilusão de superioridade".
A ilusão, afirmam os pesquisadores, é determinada pela interação de regiões cerebrais sob a influência da dopamina. Ela está profundamente ligada à evolução humana e atinge a maioria dos indivíduos.

A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (25) no site da "PNAS", a publicação da Academia Nacional de Ciências dos EUA. Entre as instituições responsáveis pelo estudo estão a Agência de Ciência e Tecnologia do Japão e a Escola de Medicina da Universidade Stanford, nos EUA.
A dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar e prazer, tem papel de "regular" o estado de "ilusão de superioridade", segundo os cientistas. Eles descobriram que a substância "modula" as interações entre duas áreas do cérebro - o córtex frontal e o neoestriado.

"A conexão funcional entre o córtex frontal e o neoestriado" determina os níveis de "ilusão de superioridade", dizem os pesquisadores no estudo. "Nossa descoberta ajuda a entender como este aspecto essencial da mente humana é biologicamente determinado, e a identificar alvos neurológicos e moleculares para o tratamento da depressão."

Para os cientistas, a descoberta é importante para estudos futuros no combate à depressão. Pensamentos negativos sobre si mesmo são características do estado depressivo, e a ideia de sentir-se acima da média, em níveis moderados, ajuda na saúde mental.

Fonte:  http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/02/sensacao-de-ser-superior-aos-outros-tem-razao-biologica-dizem-cientistas.html