sexta-feira, 8 de março de 2019

Nosso dia - 08 de Março


Somos guerreiras, femininas, esposas, mães, amigas, filhas, companheiras. Somos muitas em uma só. Mulheres de verdade!

Somos o ombro que conforta e a leoa que defende. Somos fortes, determinadas, de certa forma, somos possessivas. Chamamos para nós a responsabilidade, aceitamos desafios. Desdobramo-nos em duas, três, quatro, em quantas for preciso. Somos cheias: de conteúdo, de cor, de vida, de amor, de penduricalhos. Somos malabaristas, contornamos com toda flexibilidade as adversidades da vida.
Nós, mulheres, somos as quatro estações do ano em uma só. Transformamo-nos em verão quando irradiamos a todos que estão à nossa volta com o nosso mais fervoroso e escaldante sorriso. Ficamos vermelhas, quando recebemos um elogio. Somos inverno quando nos fechamos, ficamos um pouco cinza quando estamos tristes. Nos dias frios, precisamos de um abraço que esquente, que nos envolva e conforte. Somos primavera, florimos, florescemos, presenteamos o mundo com nossa energia, assim como a primeira roseira a nascer num jardim que se renova. Somos outono, despejamos nossas folhas pelo chão para que novas de nós possam nascer. E para que isso ocorra, tiramos força de dentro de nós.
Somos tempestade e calmaria. Somos noite enluarada, repleta de estrelas.
Mas ao mesmo tempo, do nada, nos transformamos em trovoada. Somos recatadas e um tanto quanto vaidosas. Somos mocinha e bandida. Temos nossos dias de pijama velho e de camisola. Dias de chinelinhos e de salto vermelho, agulha. Sabemos nos portar, cruzando nossas pernas em público, de forma elegante, como se desempenhássemos uma coreografia.
Ao mesmo tempo, quando queremos, sabemos como ninguém cativar, fascinar. Somos todas, indiferentes de nossas formas, franzinas ou robustas, lindas. Não precisamos fazer escova em nossos cabelos todos os dias pela manhã. Ser bela e impecável não é uma obrigação, é chato. O tempo em que nos dedicamos em prol de uma beleza pronta, imposta por ditadores da moda e capas de revistas, faz com que deixemos de viver momentos maravilhosos. Seu companheiro, se for um homem de verdade, no múltiplo sentido da palavra, não vai querer lhe ver “montada” pela manhã, como uma Barbie recém-tirada da caixa. Ele quer um beijo, uma mistura do seu gosto e de café, algo em que ele pense o resto do dia.
Não precisamos andar na moda, gastando fortunas num vestidinho descolado, que usaremos uma, duas, três vezes no máximo. Mulher de verdade fica linda com camiseta velha, de gola cortada, rasgada. Exalar intensidade depende muito mais do que somos, do que em como estamos vestidas.
E tem mais, mulher de verdade não precisa sorrir sempre. Se eu fosse homem e tivesse uma mulher sorrindo 24 horas por dia ao meu lado, juro que pensaria que estou num comercial de margarina. Mulher tem que ser autêntica. Autenticidade irradia, causa admiração, certo receio até mesmo, pois eles nunca sabem como vamos agir. Mulher de verdade não vem autoprogramada, com manual de instrução e controle remoto. Se fosse para ser assim, perderíamos para as bonecas infláveis.

Mulher de verdade vira o jogo, vira a página, e se for preciso, vira a mesa.

Investir em saúde e praticar esportes e atividades físicas para ter um corpo legal é admirável, mas também não podemos ser movidas a água e alface. Temos que investir também em cultura, em nosso conteúdo, nos aprimorarmos, buscarmos conhecimento e despejarmos o mesmo entre um cálice de vinho e outro, num jantar gostoso ao lado de nossos amados, sem ligar para as calorias ingeridas, que podem ser eliminadas no dia seguinte. Mulher de verdade bate papo, toma cerveja em rodas de amigas, fala de sapato e de perspectivas profissionais; de maquiagem e de política, de novela e de religião. E se esse papo todo surgir entre um petisco e outro, que não nos privemos por puro capricho estético.
Mulher de verdade não precisa ter alguém com quem compartilhar a vida. O tempo certo vai chegar. Se não apareceu alguém que a valorize como ela merece, um dia ele chegará. Ou ela, tanto faz. O amor é livre, a mulher também. Mulher de verdade não precisa se anular.
Mulher de verdade quer conteúdo, quer um príncipe e um vilão ao seu lado. Se ele não abrir a porta do carro para você, mas tiver aquela atitude que a faça sentir-se maravilhosa, está valendo. Se não mandar flores e mandar uma mensagem às 15h, dizendo que não vê a hora de chegar a noite para lhe cobrir de beijos, que as flores sigam enfeitando jardins.
E adeus às nossas celulites, estrias, imperfeições. Os quilinhos a mais ou a menos. A cicatriz da cesariana. O cabelo crespo ou liso. A modelo da propaganda de cerveja e o reflexo desproporcional que vemos no espelho. Beleza não é tudo, beleza acaba. Quando estivermos em um caixão e a terra for jogada sobre ele, a carne se deteriorará. Somos muito mais que uma curvas e assobios quando passamos com uma calça dois números menores por uma roda cheia de testosterona. Fazermo-nos lindas, depende só de nós mesmas e de quem nos percebe por completo.
Uma vez alguém disse: “É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música”. E se ao longo de nossa jornada, encontrarmos alguém que pense diferente, esta pessoa, certamente não nos merece. Pois como disse, somos várias em uma só, então, sendo assim, podemos ser amadas, pelo mesmo homem, dia após dia, que aceite o desafio de encarar as multiplicidades femininas que trazemos em nosso interior.
E se esse alguém ainda não bateu em sua porta dizendo: “Oi, sou o homem da sua vida”, não se desanime. Saia, permita-se, vá dançar, pensar, correr como louca na rua. Trancar-se em casa com seus medos, vendo filme de romance e chorando feito criança não adiantará em nada. E todos aqueles outros homens, que não sabem lhe valorizar, que não lhe respeitam, que só querem uma a mais na lista enorme de conquistas, bom, isso é o resto, o que sobra, o que deve e pode ser descartado, como um sapato que aperta, e que por mais que tentemos usar, sempre machuca, faz doer, nos privando de sentir o chão, sentir a vida em sua plenitude.
Fonte: https://osegredo.com.br/somos-mulheres-de-verdade-guerreiras-femininas-maes-filhas-companheiras-muitas-em-uma-so/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O Tempo Certo… Observe os Sinais…


De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas; tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.

Mas alguém poderia dizer:

Qual é esse tempo certo?


Bom, basta observar os sinais.

Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais indicando o caminho certo.

Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa.

Basta você acreditar que nada acontece por acaso!

Talvez seja por isso que você esteja agora lendo estas linhas. 

Tente observar melhor o que está a sua volta.

Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda.

Lembre-se de que…

O Universo sempre conspira ao seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

[…Observe os Sinais…]
Paulo Coelho

Fonte: https://osegredo.com.br/o-tempo-certo/

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

18 ensinamentos de 2018 que levarei comigo para 2019, 2020, 2021...



Semanalmente, para não dizer mais de uma vez por semana, dou feedback aos colaboradores da Tawil Comunicação. Alinhar expectativas e propósitos sempre que possível nos faz trabalhar com mais agilidade e com menos refação.  Nos dá um maior senso de unidade e reduz significativamente qualquer desgaste.

Portanto, refletir sobre o tempo e os aprendizados que ele traz é mais do que um hábito. Faz parte da minha cultura.

Isso não impede que, a essa época, eu faça um balanço das minhas conquistas, derrotas e aprendizados. Neste ano, porém, ao invés de vir aqui desfilar números, êxitos e glórias que só interessam a mim, resolvi dividir com você o que eu aprendi em 2018 (ou já sabia e apenas reforcei a minha certeza) e que levarei comigo, de agora em diante:

1. Comunicação é poder
2. Nós somos produtos das nossas escolhas
3. Praticar na vida aquilo que se posta na rede te faz dormir melhor
4. Equilibrar pratos com perfeição é, acima de tudo, escolher quais pratos você deverá deixar cair em algum momento
5. Trate o outro como ele gostaria de ser tratado
6. As pessoas que mais amamos, muitas vezes, são aquelas que mais nos magoam
7. Dizer “nãos” não impede que você seja ainda mais amado e respeitado
8. Liderar é sobre servir e não sobre ser servido
9. Quer que algo dê certo? Dê na mão de quem está ocupado
10. Gente boa se atrai. E os medíocres também
11. Respeite os obstáculos. Cada um deles tem o seu porquê
12. Começar um projeto sem saber exatamente aonde se quer chegar pode ser muito bom
13. Nenhum CNPJ vale um AVC
14. Ninguém faz sucesso sozinho. Já fracassar é totalmente possível
15. Pessoas vêm e vão. Mas, em vão, ninguém vem
16. O tempo é o bem mais precioso que possuímos. E seguirá sendo
17. A diversidade une. E a falta de representatividade mata
18. Empresas e pessoas que só visam/se pautam por dinheiro são as mais miseráveis,
Bônus: Só é bom, quando é para todos.

Obrigado por ler até aqui. Em 2019, seja feliz!

Marc Tawil
Empreendedor, comunicador, escritor, palestrante e filantropo. Nº 1 Top Voices LinkedIn


domingo, 30 de dezembro de 2018

O fim das referências em comum: nichos, influenciadores, Instagram e vidas perfeitas


·    Tudo começou com a cauda longa, brilhantemente explicada por Chris Anderson em "the long tail" sobre a segmentação em nichos, uma cultura e economia que estão mudando do foco de um relativo pequeno número de hits (que ficam no topo da curva, ou seja, produtos com muita saída no mercado), para um elevado número de nichos na cauda (bem específicos e segmentados). Ainda que a ponta da cauda seja menor, economicamente pode ser tão atrativos quanto vender produtos para as massas.
A tecnologia e o digital permitiram atender aos mais diversos gostos e também deram voz às pessoas. Assim, o foco nos nichos cresceu.

E se olharmos ao redor vamos perceber que já não dependemos mais de poucas fontes de informação ou da "mídia tradicional", como há alguns anos. E existe um reflexo até mesmo quando fazemos compras. Nas lojas físicas, por exemplo, encontramos "produtos para as massas", com pouca personalização e diferenciação. Já na internet, conseguimos encontrar itens específicos e personalizados, isso porque nesse modelo de negócios o espaço na prateleira não está mais em jogo, afinal, ter muitos produtos para atender a todos os gostos significa mais estoque e mais gastos. E na internet isso não acontece, já que por lá é possível encomendar um item e esperar por sua chegada, ou receber o item vindo de algum lugar do país, não necessariamente de um mesmo estoque.
Foi assim que o modelo Amazon se fortaleceu, oferecendo todo tipo de título (agora não se limitando mais apenas aos livros) e inclusive desbancando muitas livrarias físicas. Somado a um sistema inteligente de recomendação de itens que estimula um ticket maior durante a compra e uma entrega rápida e precisa, todos os outros se viram ameaçados e alguns até deixaram de existir. Igualmente aconteceu com o conhecido modelo Netflix, que inicialmente foi desacreditado, na época das locadoras de filmes. Hoje, muita gente não consegue imaginar a vida sem a possibilidade de escolher o filme que quiser na TV pagando apenas uma mensalidade fixa.

Diante de tantas opções, da possibilidade de personalização e das transformações drásticas na comunicação em massa e na mídia tradicional (até o próprio novo presidente transmitiu seu discurso de vitória por uma live do Facebook antes de falar com a TV), algo novo está surgindo: é o fim da era das referências em comum e também do que chamamos de bullshitelling (um apelido carinhoso para as lorotinhas do cotidiano travestidas de storytelling). Isso quer dizer que cada um vai seguir quem quiser e que muitas vezes será autenticidade do outro que o fará tomar essa decisão.

É claro que as referências em comum nunca foram uma verdade absoluta, afinal, cada região, país ou povo sempre teve e terá suas própria cultura, referências, gostos e sotaques. Até mesmo um texto para ser plenamente entendido exige intertextualidade (o nome dado à relação que se estabelece entre dois textos, quando um texto já criado exerce influência na criação de um novo texto. Um exemplo fácil? Tente contar uma piada que envolve um contexto de sua cultura ou país fora dele, provavelmente não será bem entendido se não precedido de uma explicação).
Entretanto, agora as pessoas já não dependem do que lhes era imposto. Elas escolhem o que ler, o que seguir e o que acreditar.

Há vinte anos os reality shows faziam sucesso porque naquela época era praticamente impossível descobrir como era a vida de alguém em seu dia a dia. Hoje eles perderam a graça, porque stories no Instagram revelam a rotina de quem deseja se expor, em tempo real, e ainda trazem mais verdade do que os reality shows, porque as pessoas se sentem (claro, não generalizando), mais à vontade para serem quem são ao saberem que atingem um público nichado, que aprecia aquele tipo de conteúdo.
Por tudo isso a própria publicidade vem precisando se reinventar. Para atingir o público desejado não basta mais colocar o comercial na TV, pode ser que ele não esteja mais lá. Às vezes, nem mesmo no próprio Facebook ele esteja, inviabilizando a compra de mídia paga por ali. Pode ainda, que um determinado produto sequer precise ser nacionalmente ou mundialmente conhecido para fazer sucesso, ele pode ficar restrito a um público ou região e ainda assim gerar muito sucesso e lucro, e está tudo bem.

Se as regras do jogo mudaram e a verdade cada vez mais parece vir à tona, nos vimos diante de um desafio: como ser visto pelo público que desejamos se anunciar para as massas ou nas mídias tradicionais já não é mais suficiente? Ou ainda, como lidar com pessoas que já não possuem mais as mesmas referências em comum? Ou que querem produtos personalizados?
Mais do que nunca os nichos estão consolidados, e não estamos apenas falando sobre produtos para atender à gostos ou necessidades específicas, mas também de gente. Nicho de gente. Jovens já não assistem mais televisão e não leem jornais. Tampouco consomem as mesmas revistas que seus pais (que ano a ano decaem, já que as pessoas já não querem pagar por um bloco de informações físicas se podem encontrar informação parecida e gratuita na internet).

O jeito de consumir informação mudou e agora a própria internet é feita de pequenos grandes sucessos, muitos deles seguidos por milhões de pessoas. Eles arrebanham multidões, mas talvez você nunca tenha ouvido falar deles.

A internet virou um submundo, parece que uma vida paralela acontece por ali. Ao mesmo tempo, parece não existir mais distinção entre o real e o virtual. Tampouco é possível separar vida profissional de pessoal, de modo que cada ação sua pode ser vista ou reverberar, ainda que você mesmo não esteja na internet - outras pessoas estão e de seus smartphones podem registrar o que quiserem.

Diante desse enorme desafio, pessoas comuns ganharam igual ou mais relevância que marcas, antes consideradas impérios. Ao exibir seu lifestyle ou produzir conteúdo nas redes, passam a ser seguidas por milhões de pessoas que se identificam com aquilo. E é aí que as marcas começam a apostar neles como porta-vozes para falar com seu público, porque elas próprias já não estão mais conseguindo.
Um influenciador empresta sua imagem e sua verdade para falar sobre um produto, alguns conseguem fazê-lo de forma mais natural e contextualizada, outros não. Entretanto, a grande verdade é que estamos também assistindo à grandes teatros, às vezes com altas produções, afinal, essas pessoas aprendem desde cedo a interpretar e fazer parecer real o uso de um produto que nem sempre é, de verdade, usual ou utilizado por aquela pessoa. Acaba valendo mais quem souber convencer da melhor forma, seduzidos pelos valores oferecidos por empresas que estão desesperadas para vender seus produtos aos seus nichos.

E aí começa o embate, o conflito entre o ser verdadeiro e autêntico, mas ao mesmo tempo encenar.
Atualmente podemos perceber que o Instagram concentrou todos os focos nesse tal submundo virtual. Centenas de influenciadores que concentram milhões e milhões de seguidores publicam sua rotina diariamente. Em muitos casos, regada à festas incríveis e cenários paradisíacos de fazer inveja aos pobres mortais que os assistem e não podem viver uma vida igual. As fotos são realmente de tirar o fôlego.

Parece que o story e as fotos de feed incríveis viraram o quintal de casa. Parece mesmo que todo mundo está vivendo aquilo - menos eu, menos você. Parece normal usar à tiracolo uma bolsa Dior ou um look todo Gucci. Parece esperado e imperdível a virada do ano em Jericoacora, Arraial do Cabo ou São Miguel do Gostoso - só você não pode estar lá.

Esse fenômeno me deixou com a pulga atrás da orelha, porque olhando meu feed do Instagram a depressão bateu. Eu senti que todo mundo realmente estava de férias nesses paraísos, que todos eram magros e esculturais, que todas as piscinas tinham boias infláveis gigantes em forma de animais e que todos os looks eram perfeitos, apenas a minha vida era normal e pacata, regada à um passeio na rua com o cachorro pela manhã e no máximo um espumante com a família naquela ceia ou churrasco simples-e-rasteirinhas-com-short para comemorar o natal ou o ano novo. E de repente, quando eu perguntei no Linkedin quem estava de férias e quem não estava, li em 85% das respostas que estavam trabalhando muito e que nem de longe passariam nesses lugares incríveis. Percebe como nos enfiamos em bolhas e como o Instagram contribui para ferrar nossas mentes e nos deixar mal? Não vemos os bastidores e como as fotos e os vídeos parecem ser o todo, ignoramos o fato de que talvez apenas 5% daquele dia tenha sido tão incrível como pareceu, não vemos os conflitos por trás da cena.
O modelo mudou tanto que artistas que antes não teriam chance alguma na televisão ou com uma gravadora tradicional, agora são grandes sucessos, eles não precisam mais de intermediários tradicionais, apenas de uma plataforma para publicar seu conteúdo, e isso é ótimo. Nós todos agora temos voz realmente, mas é preciso ser cuidadoso com o buraco no qual estamos entrando.

Países e cidades que precisam promover seu turismo agora pagam influenciadores para viverem experiências e compartilhá-las em suas redes sociais, gerando em outras pessoas o desejo de também viver aquilo. O problema? Como muito é forjado para parecer mais incrível do que de fato seria (afinal, os lugares são lindos mesmo), ao chegar lá você provavelmente não viverá de modo parecido com quem te inspirou a ir. Você não se hospedará no mesmo hotel, não terá o mesmo suco na piscina, não conseguirá fazer as mesmas fotos.

Hoje qualquer pessoa pode produzir conteúdo e atrair seguidores, criando submundos que muita gente nunca chegará a descobrir a existência. As referências em comum, definitivamente morreram e parece que já não precisamos mais delas mesmo para nos comunicarmos. Todas essas transformações não podem ser impedidas, estamos seguindo o fluxo normal da inovação, que sempre aconteceu. Muitas delas podem ser usadas de maneiras positivas em nosso favor. Mas todas elas aumentaram a necessidade de nossa autoresponsabilidade: ninguém mais vai filtrar por você o que ver ou o que não ver. O que é verdade do que não é. E só você poderá cuidar de sua mente para não entrar em depressão diante de um mundo virtual perfeito do qual parece que só você não faz parte.

Fonte:  Linkedim, publicado por Flávia Gamonar

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal à todos nós.

Mais um ano vencido e  novos aprendizados, muitas coisas superadas e tudo agrega em nossa bagagem, nos torna pessoas melhores.
Que Deus esteja  nos corações e lares de todos nós.

Feliz Natal.



Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=-I4l32JaoHw