Aqui tem um pouco de mim, mensagens que recebo, as vezes falam o que se precisa ler naquele momento, algumas nos fazem rir, chorar, exatamente como a vida, momentos bons e ruins. Estes momentos são rabiscos e fragmentos de mim mesma, recolhidos de saudades de coisas que vivi ou que ainda desejo viver.
domingo, 14 de outubro de 2018
terça-feira, 2 de outubro de 2018
O tempo passou e me formei em solidão
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho, porque a família toda iria visitar algum conhecido.
Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite. Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita
Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um. "Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre". E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia. "Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!"
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora.
A nossa também era assim. Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas - e dizia: "Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa."
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa. Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.
Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, internet, e-mail, Whatsapp ... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa: "Vamos marcar uma saída!... " ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores. Casas trancadas.. Pra que abrir?
O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!...
Créditos: José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Carta de Repúdio ao Machismo - Jesse Vieira
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| https://www.huffingtonpost.es |
Hey moça, desculpa. Sei que nós homens, alias meninos, estamos falhando bastante com vocês mulheres.
Não sabemos diferenciar um sorriso de educação, um brilho no olhar, achamos que todo movimento de vocês significa que estão "dando mole" pra gente.
esculpa moça não estamos permitindo vocês usarem as redes sociais, vira e mexe vocês recebem indesejadamente e invasivamente uma foto nojenta nossa, ou são solicitadas a mandarem o nuds... perdão moças, vai levar ainda muitos e muitos anos pra eu e meus colegas de gênero entendermos que a vida possui outras coisas além de sexo, cerveja e Futebol.
Aguentem firmes, continuem se dedicando a Amizade sincera entre vocês meninas, acreditando no Amor, na família e na felicidade espontânea que só vocês naturalmente tem, desde que nascem são uma fonte de Amor e quando crescem se tornam um oceano de sabedoria pra tudo vocês tem um jeito. Sim aguentem firmes, vocês são as guardiãs dos bons costumes Humanos, Valores Morais e Dignidade.
Quando chegar o tempo das noites longas, da escuridão total no coração dos homens, serão vocês mulheres que hão de parir novos homens com coração renovado capazes de enfrentar o Sistema.
Perdão mulheres nós homens ainda somos meninos, não sabemos o que vocês significam, não somos felizes por isso tentamos contaminar vocês. Suportem firme, vocês São Capazes!
E me desculpe privar vocês de serem Plenas como gostariam perante a vida.
domingo, 12 de agosto de 2018
Everything I Own - David Gates! Muito emocionante..
Eu conhecia esta música mas nunca com este olhar de homenagem ao pai. Muito emocionante ainda mais nestas datas que a saudade e lembranças invadem nosso coração.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=5iI9-Kw4uik
Homenagem ao dia dos pais
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=O5XKJA6Tgeo
Uma data que não pode passar em branco porque a presença do pai na vida e criação dos filhos influencia totalmente no pai e mãe que eles irão se tornar.
Infelizmente muitos filhos não conhecem os pais, não têm a presença mas não cabe a nós julgarmos, cada situação é única.
Deixo aqui minha homenagem aos pais que são presentes, independente de classe social, que sejam sempre o colo e o abraço quando o filho precisa.r
Meu pai não está mais comigo, mas muitas lembranças o tornam vivo no meu coração. A saudade é eterna porque nunca morre quem este em nossos corações.
Que a espiritualidade sempre te mostre o caminho da luz e do amor meu Pai, que os anjos te guiem sempre.
Meu amor e saudade meu paizinho querido: Felisberto M. Barcelos.
Uma data que não pode passar em branco porque a presença do pai na vida e criação dos filhos influencia totalmente no pai e mãe que eles irão se tornar.
Infelizmente muitos filhos não conhecem os pais, não têm a presença mas não cabe a nós julgarmos, cada situação é única.
Deixo aqui minha homenagem aos pais que são presentes, independente de classe social, que sejam sempre o colo e o abraço quando o filho precisa.r
Meu pai não está mais comigo, mas muitas lembranças o tornam vivo no meu coração. A saudade é eterna porque nunca morre quem este em nossos corações.
Que a espiritualidade sempre te mostre o caminho da luz e do amor meu Pai, que os anjos te guiem sempre.
Meu amor e saudade meu paizinho querido: Felisberto M. Barcelos.
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