segunda-feira, 14 de maio de 2018

"eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".

lagoinha.com
Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo para reclamar de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. 
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. 

Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que "toda ação tem uma reação"? Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, os tribalistas não namoram. Ficar também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é namorix. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. 

Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu - afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. 

Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga apenas o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. 

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.

Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi transmitida nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo) vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. 

Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.

Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optar. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. 

É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento. É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer. É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.


domingo, 13 de maio de 2018

Um dia muito especial - Dia das mães

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=2GDiugG0rrE


Palavras não conseguem refletir este sentimento de ter alguém que sentimos em nós, que acompanhamos, vemos crescer, tantos momentos vividos, memórias que estão dentro de nós,  alegrias e tristezas, momentos de orgulho. O sentimento de hoje é esse, orgulho dos meus filhos e de quem eles se tornaram. Que eu sempre possa ser o colo que eles busquem, o abraço, o conselho. Tentei ao máximo cumprir meu papel e hoje quando olho pra  eles  o sentimento é de dever cumprido.
Deixo aqui o registro  do meu amor pelos meus filhos, como chamo carinhosamente, meus neguinhos. Muriel e Pablo e meu reconhecimento à todas as mães que lutam pelos seus filhos, pelas que perderam, pelas que ainda serão.  Parabéns!!

segunda-feira, 12 de março de 2018

Escola não muda educação sozinha.

Fábio Takahashi

São Paulo
Presidente da faculdade de educação mais tradicional dos EUA, Susan Fuhrman afirma que a escola tem papel limitado, ainda que importante, para a melhoria da qualidade do ensino.
“Precisamos complementar o ensino competente com uma série de outros serviços, como educação infantil de qualidade e bom atendimento mental e de saúde”, disse Fuhrman, presidente do Teachers College (faculdade de educação da Universidade Columbia, de Nova York).
“As escolas sozinhas não conseguirão diminuir as desigualdades educacionais”, disse Fuhrman, graduada em história pela Universidade Northwestern e doutora em ciência política e educação pelo Teachers College.
A educadora participará na próxima terça-feira (13) de seminário no Rio sobre a implementação da base nacional curricular, política aprovada ano passado que visa mostrar o que os alunos brasileiros devem saber em cada série.
Para Fuhrman, essa é uma iniciativa que pode contribuir para o ensino ser mais competente, pois organiza o sistema educacional. Passa a ter um eixo no país a formação de professores e a elaboração de materiais didáticos.

RAIO-X

Formação
Graduada e mestre em história, com doutorado em ciência política no Teachers College (Universidade Columbia)

Carreira
Ex-presidente da Academia Nacional de Educação. Presidente do Teachers College desde 2007


E, mais importante, norteia elaboração de currículos, documentos estaduais e municipais que mostram as atividades a serem adotadas para alcançar os objetivos presentes na base nacional.
A adoção dessas mudanças está prevista para 2019. Para Fuhrman, foi justamente na elaboração dos currículos que política semelhante nos EUA se perdeu.
Lançado em 2010, o Common Core (núcleo comum) começou com amplo apoio, mas passou a enfrentar resistências de professores, pais e educadores —já foi abandonado por ao menos 8 de 45 Estados (nos EUA, o programa é opcional).
Como o Brasil, os EUA tentam melhorar a qualidade da educação. Os americanos estão abaixo da média dos países desenvolvidos em matemática no Pisa, principal avaliação internacional de ensino. O Brasil ocupa a 65ª posição, entre 70 países.
Nesta entrevista, concedida por email à Folha, Fuhrman fala sobre desafios e possibilidades para o Brasil —ela vem ao país a convite da Columbia Global Centers, do centro de excelência em políticas educacionais (FGV) e da Fundação Lemann.
O Teachers College, em parceria com a Fundação Lemann, pesquisará implementação da base curricular brasileira, até 2023. Serão entrevistadas autoridades e acompanhadas escolas em três estados, a serem definidos.


Folha - Brasil e Estados Unidos tentam melhorar a qualidade da educação e reduzir desigualdade entre alunos de alta e baixa renda. Quais são as principais ações para atingir esses objetivos?
Susan Fuhrman - A desigualdade educacional, nos Estados Unidos e no Brasil, é fruto de diversas outras desigualdades. Precisamos oferecer ensino melhor e escolas mais efetivas para todos os alunos. Para isso, é preciso respeitar os professores, pagá-los bem e criar boas condições de trabalho. Também precisamos conscientizá-los de que estudantes vêm de diferentes contextos e que são necessárias estratégias para individualizar o ensino, para contemplar dificuldades e qualidades de cada aluno. 
Graças à neurociência, à ciência cognitiva, à psicologia e a outros campos, vivemos era de grandes avanços para compreender como pessoas aprendem, incluindo o papel do emocional e do social. Precisamos incorporar tudo na preparação dos professores.
Porém, as escolas sozinhas não conseguirão diminuir as desigualdades educacionais. Se aprendemos algo desde a publicação do “Relatório Coleman”, nos anos 1960 [estudo que acompanhou o desenvolvimento de 650 mil estudantes], é que saúde, habitação ruim e bairros perigosos afetam desproporcionalmente estudantes de baixa renda, criando enormes barreiras para a aprendizagem. 
Kimberly Noble, neurocientista na nossa faculdade, mostrou que o desenvolvimento cerebral é menor em crianças de famílias mais pobres. 
Por isso, precisamos complementar o ensino competente com outros serviços, como ensino infantil de qualidade, bom atendimento de saúde e mental, acesso a equipamentos culturais, programas extraclasse e muito mais.
É um grande investimento, mas o retorno é muito maior do que o custo para consertar as coisas mais para frente.

O Brasil está implementando a base nacional curricular, na tentativa de melhorar a qualidade da educação. O que a sra. acha dessa política?
Padrões nacionais têm o potencial de serem muito benéficos, se usados como forma de alinhar políticas que influenciam na aprendizagem, como currículos, materiais didáticos, preparação docente, exames e por aí vai. 
O currículo é especialmente importante, pois, uma vez decidido o que o aluno deve aprender, todas as outras peças devem se encaixar aí.
Nos EUA houve um problema. Por causa da nossa tradição de controle local, governo federal e estados ficaram alheios à criação de currículos. O vácuo foi ocupado por desenvolvedores de exames padronizados e pela ênfase em responsabilização [de escolas e de profissionais] com base em resultados de testes. 
Os testes se transformaram no currículo “de facto”, e o resultado é que estreitamos muito o que é ensinado. 
Vemos agora forte reação de pais e educadores, exigindo ensino mais rico e menos direcionado para os testes.
Espero que o Brasil não repita o mesmo erro. Os padrões podem ser extremamente úteis, porque o país é imenso e muito diverso. Se bem implementados, os padrões podem ajudar a solidificar todo o esforço educacional.

Em quais pontos a base nacional brasileira se assemelha e se distancia da iniciativa americana?
Concordo com a economista Vera Cabral, pesquisadora da Fundação Lemann no Teachers College. Os padrões brasileiros estão desafiando o Brasil a mudar o ensino baseado no conteúdo para uma educação baseada em competências, algo que o Common Core também busca.
Queremos que alunos pensem criticamente, que façam perguntas certas, que saibam onde encontrar informações.

Alunos do primeiro ano do fundamental de colégio em SP em aula de alfabetização
Alunos do primeiro ano do fundamental de colégio em SP em aula de alfabetização - Diego Padgurschi - 27.mar.2017/Folhapress)
O Brasil não terá apoio financeiro para implementar a base nacional como os Estados Unidos tiveram [nos EUA foram cerca de R$ 3,5 bilhões em dinheiro federal; no Brasil, foram reservados R$ 100 milhões até agora]. Quão problemática pode ser essa situação?
Financiamento certamente é algo crítico ao se implementar uma política. É uma medida de esforço político e uma variável chave para determinar quão abrangente e equitativo será o impacto da política. 
Para fazer os padrões nacionais efetivamente funcionarem é necessário investimentos pesados para desenvolver currículos, preparar professores para ensiná-los e fornecer recursos às escolas para que os alunos aprendam.

No Brasil, a maioria dos estudantes de ensino médio que se tornam professores vem de grupos com os piores resultados acadêmicos, o que pode prejudicar o desempenho como docente. É possível mudar esse panorama?
Não devemos desencorajar pessoas com baixo rendimento acadêmico a se tornarem professoras. Elas podem ter grande motivação para melhorar sua própria situação e a dos outros. 
Mas precisamos também atrair os jovens de alto rendimento acadêmico. Nos EUA, não damos bons salários aos professores nem recursos adequados. Esperamos que eles trabalhem muitas horas e que, frequentemente, atinjam objetivos que não têm a ver com real aprendizagem. 
São culpados pelo desempenho dos estudantes, sendo que a maior parte do problema vem de outras dificuldades socioeconômicas. Se queremos que os melhores cérebros sejam atraídos para o magistério, tudo isso precisa mudar. 
Mas não basta atrair alunos com boas notas para o magistério. Se eles não forem bem treinados, não conseguirão entrar numa sala de aula e fazer bom trabalho.

Especialistas reclamam que as faculdades de educação têm cursos muito acadêmicos e pouco práticos, o que pode ser uma causa da má qualidade do ensino. Qual sua opinião?
As pessoas também veem o Teachers College como muito teórico. Acho que é algo equivocado. Acreditamos que teoria e prática devem caminhar juntas. O diferencial para quem faz curso numa faculdade que investe em pesquisa é que você está se preparando para o amanhã. É muito conservador avaliar o profissional apenas observando as atuais boas práticas.

A sra. foi diretora da Pearson (uma das maiores empresas de educação do mundo) e recebeu críticas na faculdade por essa relação com o setor privado (temia-se interferência na pesquisa). O que a sra. poderia dizer sobre isso?
Eu era a única educadora no comitê. Eu vim com a pergunta: “Isso funciona?”. Era algo inusual. A pergunta até então era: “Isso vende?”. Acho que a academia deve trabalhar com a indústria. Do contrário, não vamos gostar do que é produzido.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/03/escola-nao-muda-educacao-sozinha-diz-chefe-de-faculdade-de-ny.shtml

quinta-feira, 8 de março de 2018

Ser mulher no Brasil

Endereço da imagem: https://noticias.bol.uol.com.br/especiais/ser-mulher-no-brasil-machuca
Na última semana (mais) uma notícia sobre violência à mulher, daquelas que beiram a ficção, estampou as mídias: um homem ejaculou em uma passageira dentro de um ônibus, em plena luz do dia, e foi liberado porque o juiz não considerou que havia elementos para enquadrar o sujeito no crime de estupro por não ter havido violência. No início deste mês o mesmo rapaz, que tem em sua ficha criminal nove ocorrências pelos delitos de importunação ofensiva ao pudor e ato obsceno - já tendo sido condenado duas vezes pela prática de importunação ofensiva ao pudor - agiu novamente e encontrou, pela frente, um juiz sensato que entendeu o abuso sexual cometido dentro do transporte coletivo como estupro, mantendo o acusado preso. O juiz, sabiamente, transformou a prisão em flagrante em preventiva, sem prazo de duração. O acusado deve continuar preso até o final do processo criminal, o que evitará, pelo menos nesse caso, reincidências.
É tão surreal quanto difícil imaginar que fatos como este ocorrem diariamente, colocando as mulheres em situações cada vez mais difíceis. Não é fácil ser mulher nesse país onde, a cada 11 minutos, uma é vítima de estupro. O dia da dia da mulher brasileira - não importa a que classe social ela pertença - é cercado de cuidados e proteção dos mais variados. Vão da maneira de se vestir, de se portar, do que dizer, como dizer, dos gestos que podem ser mal interpretados e até mesmo dos sorrisos de gentileza que, se recebidos da maneira errada, podem colocar sua vida em risco.
Uma lista divulgada recentemente na internet expõs 12 cuidados principais que as mulheres tomam diariamente e que os homens sequer imaginam. Táticas para evitar encoxadas no transporte público, medidas preventivas para evitar assédio ao pegar um táxi, aprender artes marciais, deixar alguém de sobreaviso, mentir sobre sua vida afetiva e fazer a escolha meticulosa de roupas que podem evitar o assédio são algumas destas dicas.
Revelam mais que apenas cuidados, mas um estado permanente de alerta em que descuidos podem siginficar correr sérios riscos. A violência doméstica, que há algum tempo vem ganhando espaço e ressignificações como o feminicídio, já colocou em pauta a questão de posse do homem sobre a mulher, neste caso uma pessoa conhecida, com quem algum dia houve troca de afeto, respeito e confiança.
Este novo comportamento para temores antigos, engloba também os homens desconhecidos em seu mais amplo especto. A violência pode vir de qualquer direção: do passageiro que senta no banco ao lado, no transporte coletivo, o colega do trabalho ou o prestador de serviço que pode tomar certas liberdades e acabar "cometendo uma besteira", que é como eles geralmente justificam os abusos.
Eliminar todas as formas de violência contra as mulheres nas esferas públicas e privadas não é um desejo delas e de uma sociedade em particular, mas uma meta global da Organização das Nações Unidas (ONU), mais especificamente do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável - Igualdade de Gênero. Convenções internacionais estabeleceram o compromisos dos Estados em garantir às mulheres uma vida sem violência. Para isso é necessário que as instituições estejam preparadas para atender às necessidades dessas pessoas. Mas, principalmente, cabe à justiça ser implacável na defesa dos direitos delas. E que os fatos estampem as mídias para uma mudança comportamental da sociedade que precisa acontecer.
Fonte: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/165/materia/519685/t/ser-mulher-no-brasil

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Era uma vez... O Natal.


    O Desastre do Pai Natal
Era véspera de Natal.
O Pai Natal estava a preparar-se para começar a viagem...
O trenó estava cheio de presentes, as renas estavam a acabar de comer.
Estavam todos ansiosos!
Depois começou a sua longa viagem pelo céu.
A certa altura atravessaram uma nuvem quase gelada.
As renas arrepiaram-se e despistaram-se...
Perderam-se...
Eles andavam perdidos pelo céu, as renas andavam de um lado para o outro e como o trenó estava
muito cheio, começaram a cair presentes. O trenó ia indo cada vez mais para baixo e foram bater numa
árvore.
As renas ainda estavam arrepiadas e o Pai Natal já pensava:
- Se eu não deixo os presentes nos sapatinhos, as crianças vão pensar que eu não existo.
- Vamos renas, temos de voltar para o céu para finalmente distribuirmos os presentes.- Disse o Pai Natal.
- Mas, quando o Pai Natal reparou, o trenó estava partido. Eles tinham que refazê-lo. Então, repararam
 que alguém ainda tinha a luz acesa. O Pai Natal foi lá e perguntou:
- Pode emprestar-me um martelo e parafusos?
- Sim, eu empresto-lhe.- disse o sapateiro que ainda trabalhava.
- Obrigado. - disse o Pai Natal.
Depois de o trenó estar pronto, foram começar a distribuir os presentes.
Quando acabaram de distribuir os presentes, para casa felizes por terem resolvido tudo.