quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Reflexão...Nada é impossível de mudar..

Será mesmo??

Recebi de um colega de trabalho esse poema, me levou a analisar algumas coisas diante do que tenho vivido e claro que as palavras são absorvidas como uma dose de um remédio, de alívio, de conforto, incentivo, coragem pra enfrentar qualquer sotuação...ao mesmo tempo reflito se será possível realmente? Muitas vezes a vida nos coloca diante de situações em que não vemos saídas, nos sentimos desmotivados, pequenos, fracos, impossibilitados de lutar, defender o que acreditamos, nos defender..

Divido com os amigos.

Nada é impossível de mudar
 
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
 
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar. (Bertold Brecht)

Sem medo de ser sozinho

A maioria das pessoas q acredita que quem não tem um par amoroso no final do ano fica triste. Na nossa cultura, há a crença de que só é possível encontrar a realização afetiva através da relação amorosa fixa e estável com uma única pessoa. A propaganda a favor é tão poderosa que a busca da “outra metade” se torna incessante e muitas vezes desesperada.
E quando surge um parceiro disposto a alimentar esse sonho, pronto: além de se inventar uma pessoa, atribuindo a ela características que geralmente não possui, se abdica facilmente de coisas importantes, imaginando que, agora, nada mais vai faltar. E o mais grave: com o tempo passa a ser fundamental continuar tendo alguém ao lado, pagando-se qualquer preço, mesmo quando predominam as frustrações. Não ter um par significaria não estar inteiro, ser incompleto, ou seja, totalmente desamparado. Mas de onde vem essa ideia?
Na fusão com a mãe no útero, experimentamos a sensação de plenitude, bruscamente interrompida com o nascimento. A partir daí, o anseio amoroso parece ser o de recuperar a harmonia perdida. A criança, então, dirige intensamente para a mãe sua busca de aconchego. No Ocidente aprendemos que, na vida adulta, somente através do convívio amoroso com outra pessoa nos sentiremos completos. Quem, além do ser amado, pode suprir nossas carências e nos tornar inteiros? Aí é que entra o amor romântico, que promete o encontro de almas e a fusão dos amantes, acenando com a possibilidade de transformar dois num só, da mesma forma que na fusão original com a mãe.
O único problema é que tudo não passa de uma ilusão. Na realidade, ninguém completa ninguém. Mas, ignorando isso, reeditamos inconscientemente com o parceiro nossas necessidades infantis. O outro se torna tão indispensável para nossa sobrevivência emocional, que a possessividade e o cerceamento da liberdade sobrecarregam a relação. Por mais encantamento e exaltação que o amor romântico cause num primeiro momento, ele se torna opressivo por se opor à nossa individualidade.
Entretanto, vivemos um período de grandes transformações no mundo e, no que diz respeito ao amor, observamos que o dilema cada vez mais se situa entre o desejo de simbiose e o desejo de liberdade, sendo que este último começa a predominar. Um sinal disso talvez seja o interesse por práticas orientais como meditação transcendental, ioga, tai chi chuan, entre outras. Enquanto tentamos nos sentir inteiros, dependendo de algo externo a nós — a relação amorosa com outra pessoa —, os orientais se voltam para dentro de si mesmos, buscando assim encontrar a sensação de estar completos.
Não é fácil deixar o hábito de formar um par. Fomos condicionados a desejá-lo, convencidos de que se trata de pré-requisito para a felicidade. Para complicar mais as coisas, há ainda os que, por equívoco ou pela própria limitação, se utilizam de argumentos psicológicos para não deixar ninguém escapar dos modelos. Para esses, maturidade emocional implica manter uma relação amorosa estável com alguém do sexo oposto. Não faltam terapeutas para reforçar esse absurdo na cabeça de seus pacientes. E o pior é que eles acreditam e sofrem bastante, se sentindo defeituosos ou no mínimo incompetentes por não terem alguém.
Contudo, a condição essencial para ficar bem sozinho é o exercício da autonomia pessoal. Isso significa, além de alcançar nova visão do amor e do sexo, se libertar da dependência amorosa exclusiva e “salvadora” de alguém. O caminho fica livre para um relacionamento mais profundo com os amigos, com crescimento da importância dos laços afetivos. É com o desenvolvimento individual que se processa a mudança interna necessária para a percepção das próprias singularidades e do prazer de estar só. E assim fica para trás a idéia básica de fusão do amor romântico, que transforma os dois numa só pessoa.
E quando se perde o medo de ser sozinho, se percebe que isso não significa necessariamente solidão.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Mensagem Natal - Grupo Zaffari

O filme de Natal do Grupo Zaffari de 2013 traz uma série de valores para inspirar todo mundo, não só na data especial, mas diariamente.

Que você saiba como aproveitar os seus dias e as pessoas que ama.
Que você consiga dizer tudo o que sente.
Que você saiba agradecer.
Que você cuide das pessoas, dos animais e das plantinhas.
Que você valorize tudo aquilo que a vida lhe dá.
Que você entenda que toda hora é hora de ajudar alguém.
Que você pratique a gentileza no seu dia a dia.
E, por fim, que você compreenda que um simples gesto pode fazer a diferença na vida do outro.

Feliz Natal!


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=zmiHEkMfpvw

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Dê um jeito no seu sonho

O que abunda não prejudica, afirma com razão o provérbio. Melhor sobrar do que faltar, repete o senso comum. Mas entre nós, brasileiras e brasileiros, quantas vezes experimentamos a abundância ou a sobra?
Somos uma gente criada, na sua maioria, na escassez e nos precisos centímetros. Aprendemos em ambientes nos quais sempre falta algum capítulo da cartilha ideal. Ora não há dinheiro, ora não há pessoal treinado, ora inexiste infraestrutura.
E de nada adianta culpar o Seu Cabral, o rei, os imperadores, os republicanos. Assim como ajuda pouco desancar políticos e eleitores. Nossa fome é mais complexa, nossos problemas mais disléxicos. Para alcançar a fartura, teremos que melhorar o fora e o dentro. O avião e o aeroporto.
Também acredito que na Finlândia, Suécia, Japão, EUA, haja cenários mais propícios para que indivíduos e equipes possam, trabalhando duro, realizar seus projetos. Por aqui, não faltam trabalho duro e nem frustrações profundas. Você já não empreendeu algo que morreu na praia?
De solavancos, derrapagens e atolamentos em estradas de terra, aproveitamos algumas lições. A principal delas é que sonhar não basta. O sonho é como um motor de arranque. O que tira você da inércia para o movimento. Mas ele sozinho não é suficiente.
Sonho transformador é aquele que se torna concreto na vigília. Então, depois do arranque, para seguir viagem até o destino, são necessários combustível, provisões, peças de reposição. Também bem-vindos GPSs, roteiros, informações.
O que nos salva da noite sem luz é que a escassez pode favorecer a criatividade. Pois o "não ter tudo" cutuca a inteligência. Faz muitos anos, tive a honra de entrevistar a cientista Johanna Döbereiner (1924-2000), então pesquisadora da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A doutora já estava no final de sua interessante vida.
Ela foi autora e coordenadora de pesquisas sofisticadas e inovadoras na agrobiologia. Nossa potentosa produção de soja deve muito a ela. Johanna ensinava: "Não é porque faltou um barbante ou papel alumínio que vamos paralisar um projeto."
É evidente que não estou fazendo a apologia da desgovernança ou da carência. Mas observo que ações vitoriosas são aquelas regadas pelo entusiasmo, pela persistência e por baldes cheios de soluções inventivas.

O rock sumiu das rádios?

Qual a surpresa? Por Regis Tadeu | Na Mira do Regis – 18 horas atrás

Foi com certo estardalhaço que li em diversos locais espalhados pela internet a notícia de que este anos o rock teve a pior performance em termos de presença nas paradas de músicas mais tocadas nas rádios do Brasil nos últimos 14 anos. A informação veio de um relatório feito por uma empresa chamada Crowley, baseado em dados obtidos por monitoramentos realizados desde 2000. Vi gente escrevendo tantos absurdos a favor e contra esta notícia que fiquei com vontade de dar uns pitacos.
Pra começar que esta “controvérsia”, esta “polêmica” só se instala na cabeça de quem desconhece profundamente como funciona as entranhas de uma rádio comercial. Justamente por ter dois programas de FM em uma emissora não comercial, a Rádio USP FM – quem quiser saber mais a respeitos destes programas pode clicar aqui e aqui -, sei exatamente de como a coisa toda funciona em termos de “as mais pedidas”. E vou te contar umas coisinhas aqui que vai deixar você muito, mas muito decepcionado.
Primeiro: não existe as “paradas das mais pedidas”, “as dez mais dos ouvintes” ou esse tipo de coisa. Tudo cascata. As rádios não têm plataformas e tabulações para contabilizar sugestões dos ouvintes. Se você ainda tem a ingenuidade de ligar para sua emissora favorita para “pedir música”, saiba que sua sugestão é recebida com gargalhadas contidas com as mãos do funcionário da emissora que as recebe e é alvo de escárnio assim que o telefone é desligado. Lamento, mas é isto o que ocorre de verdade.
Agora que você já sabe disto, tem que entender que a tal notícia a respeito da ausência do rock das paradas radiofônicas é apenas o resultado de algumas verdades inquestionáveis...
Segundo: quem gosta de rock não vai pedir suas músicas favoritas para emissoras que passam o tempo tocando aquilo que gravadoras e empresários vêm pagando na forma de “verba de publicidade” ou “promoções”, que é justamente o tal de “sertanejo universitário”, só para citar um exemplo musical mais em voga. Depois você tem que entender que ninguém precisa de rádio hoje em dia para ouvir música. Cada um de nós pode montar sua própria programação musical no telefone celular! É por isto que a audiência das emissoras de rádio – que tocam as mesmas coisas o tempo todo por causa das “verbas de promoção” - vem caindo ano a ano.
Diga com sinceridade: qual é a banda de rock – rock mesmo, sem o traço mais diluído do pop – que faz parte do mainstream, da grande cena musical brasileira que está também presente nas TVs, que está fora do underground dos bares e circuitos do SESC? Vá lá, eu espero você pensar um pouco... Pois é, não tem, né? Não tem mais Charlie Brown Jr., Pitty desapareceu, Skank não pode ser chamado de “rock”, Jota Quest é pop da pior qualidade, e outros grupos então onipresentes - Capital Inicial, Titãs, Linkin Park e tantos outros – estão restritos às pouquíssimas “rádios rock” existentes... Não há um único grande nome que justifique a sua presença nas ‘trocentas mil’ emissoras de rádio no Brasil.
Lamentavelmente, o processo de emburrecimento coletivo que vive o Brasil dá margem para o surgimento de barbaridades como Naldo, Anitta, Michel Teló, Paula Fernandes, Luan Santana e seus imitadores, o execrável “funk carioca” e mais um monte de outras porcarias. Isto sem contar as duplas sertanejas “dor de corno” e os pagodes xexelentos... É isto o que virou a música do Brasil nas rádios. Tudo financiado pelas “verbas de promoção”.
Então eu te pergunto: você está realmente surpreso em saber que o rock sumiu das rádios comerciais? Eu não...