Aqui tem um pouco de mim, mensagens que recebo, as vezes falam o que se precisa ler naquele momento, algumas nos fazem rir, chorar, exatamente como a vida, momentos bons e ruins. Estes momentos são rabiscos e fragmentos de mim mesma, recolhidos de saudades de coisas que vivi ou que ainda desejo viver.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Somente as mulheres magras e jovens são felizes?
Envelhecer é um processo difícil para todos. E não ter o corpo parecido com os das estrelas da televisão é motivo de insegurança para muitos. Mas, para as mulheres, as duas situações geram mais sofrimento. "Há uma carga maior para as mulheres por conta da exigência social e dos padrões de beleza a que elas são expostas o tempo todo. A maioria das pessoas, apesar de não admitir, observa com restrição quem está fora do modelo", diz a psicóloga Silvana Martani, da Clínica de Endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa (SP).
Escrito pela roteirista e dramaturga Nanna de Castro, "Só as Magras e Jovens são Felizes" (Editora Paulinas)" é um o livro de crônicas que questiona esse drama. "É uma provocação, uma tentativa de fazer as pessoas refletirem sobre a crença que direciona grande parte da vida de muitas mulheres, até daquelas que se acham muito bem resolvidas psicologicamente, como eu", diz ela.
Ampliar
"Nunca dei bola para as piadinhas na escola. A melhor maneira para desencanar foi apertando o botão de 'dane-se'. Nunca me incomodei com a opinião alheia. Se estava bem comigo mesma, por que me deixaria levar pelos outros? Sempre fiquei com os caras que eu quis ficar, namorei, trabalhei. O meu manequim nunca me impediu de nada."
Brisa Issa, produtora de moda, 28 anos Leia mais Rodrigo Paiva/UOL
Brisa Issa, produtora de moda, 28 anos Leia mais Rodrigo Paiva/UOL
A ideia surgiu quando a escritora percebeu que passava grande parte do dia tensa e culpada por se sentir gorda. "Estava me tornando uma pessoa muito infeliz, massacrada pela necessidade de atender a padrões de beleza que são muito cruéis com o envelhecimento. Percebi que nadava contra uma cachoeira para tentar ser magra e jovem, e não para ser feliz".
A cobrança por um corpo escultural não era externa, mas interna. "Ficava me torturando e dizendo a mim mesma que eu era culpada de ter 46 anos e uma barriga de mãe de trigêmeos. Culpada por ter um corpo normal para uma mulher da minha idade", afirma.
- "Sempre questionei a ditadura da beleza. A vida é muito curta para ser infeliz sem necessidade", diz a top model Fluvia Lacerda
Quando percebeu o que fazia consigo mesma, Nanna diz que largou a cruz que carregava e aceitou ser como era. Com isso, ficou menos ansiosa e passou a comer menos. "Quero me sentir bem, feliz, em paz. Estas são as prioridades absolutas e sei que plástica e regime podem até ser coadjuvantes, mas estão longe de determinarem minha felicidade".
Feliz e confiante
A top model Fluvia Lacerda, 32, é o exemplo de mulher bem resolvida com sua aparência. Mora nos Estados Unidos há mais de 14 anos e virou uma espécie de Gisele Bündchen da moda plus size. "Sempre questionei a ditadura da beleza. A vida é muito curta para perder meu tempo sendo infeliz sem necessidade. Trabalhando no mundo da moda descobri pessoas que passam, como um reflexo pessoal, suas frustrações para outras. Nunca permiti que esse tipo de coisa me afetasse", diz.
Para Fluvia, a imposição de uma imagem praticamente inatingível está em toda parte. "Somos constantemente bombardeadas com a informação de que estamos erradas. Sempre quis saber quem impõe isso e o motivo pelo qual seguimos essa ideia. Acho que, a partir do momento em que nos perguntarmos isso, iremos nos preocupar mais com nossa saúde e menos com a obsessão de ser magra", diz a modelo.
Fluvia acredita que a beleza está na diferença entre as mulheres. "Nossa genética, principalmente como brasileiras, é o que nos dá uma beleza singular. Infelizmente, não fomos ensinadas a celebrar e apreciar isso", diz ela. "Acho que a forma com que fui criada é um perfeito exemplo de que, quando uma mãe ensina para sua filha que ela é linda do jeitinho dela, crescemos sem paranoias. Perdemos tempo nos apegando a uma vaidade vazia e deixamos de nos preocupar com um conteúdo de valor", afirma.
Claro que se desprender dos padrões nem sempre é fácil. Exigências externas se misturam com as internas e com as pressões culturais, e a busca pelo corpo perfeito move milhares de mulheres para as academias e para as dietas mirabolantes que prometem muito e acabam com a saúde.
"Ser magra é uma exceção genética e não significa felicidade. Fiz um levantamento com 140 modelos, com 18 anos. Todas queriam emagrecer pelo menos uns três quilos", afirma o psicólogo e psicoterapeuta Marco Antônio de Tommaso, que atuou em pesquisas e atendimento no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).
O estudo ainda apontou que 92% delas fariam uma cirurgia plástica para corrigir defeitos que acreditavam ter. "É uma insatisfação permanente das mulheres. Muitas ficam ansiosas por terem engordado e outras engordam por ansiedade. O alimento passa a ser um anestésico, uma forma de diminuir esse sentimento. É preciso ver o que está por trás. Geralmente é um conflito emocional", diz Tommaso.
Espelhar-se em atrizes e cantoras bonitas, magras e jovens também pode ser uma cilada da mente. "É uma máxima que se transforma em verdade. Parece que é o único jeito de ser feliz. A pessoa se olha no espelho e acha que está infeliz por não ser igual, não ter o corpo magro, mas esquece de ver as escolhas que essa pessoa faz na alimentação e nos exercícios físicos", diz o psicólogo clínico Raphael Cangelli Filho, coordenador do grupo de psicologia do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e supervisor de estágio clínico do curso de Psicologia da Universidade São Judas Tadeu.
Mudança consciente
- "As ditaduras da moda e os preconceitos são vistos como uma coisa cafona", diz a Fabiana Karla, a Perséfone de "Amor à Vida"
Intérprete da personagem Perséfone, da novela "Amor à Vida", a atriz e comediante Fabiana Karla, 37, é tão bem resolvida com seu corpo que já até fez piada sobre peso no programa "Zorra Total". "Desde pequena fui 'fofuxa'. Na adolescência cheguei aos 60 quilos e, depois dos três filhos, fiquei com 80. O efeito sanfona era tanto que se me apertassem eu cantava um forró!", diz.
Para Fabiana Karla, o padrão de beleza que cultua a magreza está caindo no esquecimento. "Estamos passando por um momento no qual as pessoas têm trabalhado a aceitação dos outros e de si mesmas. Hoje, cada um está fazendo a sua moda e adequando o vestuário ao seu corpo, às suas formas. Arrisco dizer que as ditaduras de beleza e os preconceitos são vistos como uma coisa cafona", diz.
Apesar de se sentir bem com o peso, em dezembro de 2010, Fabiana colocou um anel no intestino para emagrecer um pouco, para prevenir os problemas que poderiam surgir no futuro, como diabetes, pressão alta e problemas cardíacos. "Fiz pensando na saúde. Tenho três filhos e muito amor à minha vida, muitos projetos a realizar. Pesquisei e vi que não me enquadraria na cirurgia de redução de estômago", diz. Com a intervenção, ela perdeu 23 quilos de forma saudável e sem tomar medicamentos.
O psicólogo Raphael Cangelli Filho também acredita que a saúde deve ser a única preocupação de quem deseja emagrecer. "Não pense no que foi ditado pelo outro. É uma busca pelo prazer pessoal. Corra atrás da magreza saudável e fuja dos padrões. É preciso que a mulher se sinta melhor consigo mesma, o que é muito diferente da obsessão, que chega a limites doentios", afirma.
Para o psicoterapeuta Marco Antônio de Tommaso, é preciso saber qual o peso viável para cada pessoa, e não o ideal. "Comparar-se com as mulheres mais bonitas do mundo é cruel. Nem as top models são tão lindas de cara lavada", diz.
Para a psicóloga Silvana Martani, a servidão a um padrão tem dia e hora para acabar. "Cada mulher irá romper com a exigência como puder, passando a ser mais autêntica, liberta e valorizando a saúde como o bem mais precioso. Então, serão realmente bonitas", diz.
Finalmente o povo acordou...
Esse país é rico, não tem terremotos, devastações, tentam mascarar que o País está bem, ninguém nos perguntou se queríamos Copa do Mundo, milhões investidos em obras faraônicas e superfaturadas, políticos legislando em causa própria, pessoas morrendo em filas de hospitais de frio e fome.... o povo de braços cruzados e votando nos mesmos que dominam o país ha anos.
FINALMENTE O POVO ACORDOU!!
Brasil Alterou seu "status" DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO" para
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Educadora de 83 anos defende mudança radical no ensino
Com quase 60 anos dedicados ao magistério, Léa Fagundes é requisitada em todo o
território brasileiro para conferências e formações de docentes
Dos seus 83 anos de vida, Léa Fagundes já dedicou quase 60 ao magistério e mais de 20 ao estudo da informática na educação. Inovadora desde sempre, a coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) defende um modelo de inclusão digital nas escolas em que o aluno seja protagonista do aprendizado. "É uma mudança total de paradigma. O estudante deve programar o computador, se apropriar da linguagem e se tornar investigador", afirma a professora, requisitada em todo o território brasileiro para conferências e formações de docentes.
Assessora do Ministério da Educação (MEC), pedagoga e psicóloga, Léa aponta que o Brasil construiu uma história significativa no que diz respeito à inclusão digital nas escolas - história da qual ela é parte ativa -, mas critica a interrupção de programas educacionais por questões políticas e estruturais, como ocorre na transição de governos. A gaúcha indica também que a resistência de educadores à tecnologia e o medo da quebra de hierarquias em sala de aula é outro entrave enfrentado. "Na escola, as crianças são tratadas quase ditatorialmente", argumenta.
Os alunos vão ao laboratório, depois voltam e o docente manda que eles se sentem um atrás do outro e abram o caderno, não há integração entre os momentos.
Confira abaixo a entrevista completa.
Terra - Em que nível o Brasil está hoje no que diz respeito à inclusão digital e ao uso de ferramentas computacionais em sala de aula?
Léa Fagundes - O Brasil é um continente, então não dá para dizer "no País". No Amapá, é uma realidade, em Curitiba é outra. Mas, apesar de todas as diferenças, nós temos uma unidade cultural, falamos a mesma língua, e os programas dos currículos são semelhantes. Os NTEs (Núcleos de Tecnologia Educacional) e a formação dos professores que veio junto com eles avançaram muito o Brasil nessa área. Chegou um momento em que a gente teve que criar cada vez mais núcleos e, com eles, mais laboratórios (de informática). Acontece que nós não queríamos mais laboratórios, porque isso não resolve a questão da inclusão.
Léa Fagundes - O Brasil é um continente, então não dá para dizer "no País". No Amapá, é uma realidade, em Curitiba é outra. Mas, apesar de todas as diferenças, nós temos uma unidade cultural, falamos a mesma língua, e os programas dos currículos são semelhantes. Os NTEs (Núcleos de Tecnologia Educacional) e a formação dos professores que veio junto com eles avançaram muito o Brasil nessa área. Chegou um momento em que a gente teve que criar cada vez mais núcleos e, com eles, mais laboratórios (de informática). Acontece que nós não queríamos mais laboratórios, porque isso não resolve a questão da inclusão.
Terra - Por que os laboratórios não são uma solução?
Léa - No mundo, e aqui no Brasil inclusive, quando começou a se falar em inclusão digital nas escolas foram instalados laboratórios. Por quê? Porque os computadores eram muito caros, então não podia ter fartura, não era possível um por aluno, e laboratórios eram mais viáveis. Mas qual o problema deles?
Léa - No mundo, e aqui no Brasil inclusive, quando começou a se falar em inclusão digital nas escolas foram instalados laboratórios. Por quê? Porque os computadores eram muito caros, então não podia ter fartura, não era possível um por aluno, e laboratórios eram mais viáveis. Mas qual o problema deles?
O currículo, que a gente luta para transformar, tem de ser interdisciplinar e não precisa ser sequencial.
Na maior parte das vezes, são formados técnicos para trabalhar no local, mas o professor de sala de aula não vai ao laboratório e não se especializa. Então os alunos vão ao laboratório, depois voltam e o docente manda que eles se sentem um atrás do outro e abram o caderno, não há integração entre os momentos. Por isso nos encantamos com a ideia do OLPC (One Laptop Per Child, projeto de computador educacional iniciado no Massachusetts Institute of Technology, hoje desenvolvido em uma associação de mesmo nome, presidida por Nicholas Negroponte).
Terra - Quais são as principais diferenças da inclusão digital nas escolas no Brasil em relação a outros países?
Léa - A principal diferença entre nós e países da América do Norte e da Europa é que aqui adotamos um programa em que as crianças podem programar o computador, e não serem ensinadas por ele. Nós defendemos a linguagem Logo (criada por Seymour Papert, um dos idealizadores do OLPC) para a informática na educação. Na maior parte do mundo, são colocados computadores e um sistema para ensinar a criança, como se fosse o conteúdo passado por um professor para o aluno. Esse é outro paradigma, é uma mudança completa na escola. O estudante passa a ser investigador e a programar o computador. Agora tu me perguntas: o Brasil está melhor nessa área? Sim. Mais do que todos os países? Não. Mas, por exemplo, na França, formaram mil professores, e o computador era barato porque era nacional. Mas esse modelo também era tradicional, de professor que tem que saber mais que aluno. Para mim, não é assim, vejo o aluno como um pesquisador, e o professor, um orientador.
Léa - A principal diferença entre nós e países da América do Norte e da Europa é que aqui adotamos um programa em que as crianças podem programar o computador, e não serem ensinadas por ele. Nós defendemos a linguagem Logo (criada por Seymour Papert, um dos idealizadores do OLPC) para a informática na educação. Na maior parte do mundo, são colocados computadores e um sistema para ensinar a criança, como se fosse o conteúdo passado por um professor para o aluno. Esse é outro paradigma, é uma mudança completa na escola. O estudante passa a ser investigador e a programar o computador. Agora tu me perguntas: o Brasil está melhor nessa área? Sim. Mais do que todos os países? Não. Mas, por exemplo, na França, formaram mil professores, e o computador era barato porque era nacional. Mas esse modelo também era tradicional, de professor que tem que saber mais que aluno. Para mim, não é assim, vejo o aluno como um pesquisador, e o professor, um orientador.
Acredito que futuros professores vão mudar esse cenário, pois são pessoas novas que gostam de tecnologia e não têm medo.
Terra - Como deve ocorrer essa mudança?
Léa - É importante destacar que a questão não é aprender a mexer no equipamento, nem aprender conteúdo de sala de aula no computador, é o aluno programando, pesquisando, isso exige um currículo totalmente novo. O currículo, que a gente luta para transformar, tem de ser interdisciplinar e não precisa ser sequencial. Por exemplo, quando o aluno chega para o professor e diz que tem curiosidade de aprender determinado tema, e o professor responde que não pode, porque o conteúdo é do próximo ano, isso prejudica o aprendizado. O aluno tem que ter curiosidade no que é ensinado, por isso o problema apresentado tem de ser instigante, interessante. Os alunos surpreendem a gente.
Léa - É importante destacar que a questão não é aprender a mexer no equipamento, nem aprender conteúdo de sala de aula no computador, é o aluno programando, pesquisando, isso exige um currículo totalmente novo. O currículo, que a gente luta para transformar, tem de ser interdisciplinar e não precisa ser sequencial. Por exemplo, quando o aluno chega para o professor e diz que tem curiosidade de aprender determinado tema, e o professor responde que não pode, porque o conteúdo é do próximo ano, isso prejudica o aprendizado. O aluno tem que ter curiosidade no que é ensinado, por isso o problema apresentado tem de ser instigante, interessante. Os alunos surpreendem a gente.
Terra - Quais são os entraves enfrentados na inclusão da tecnologia no ambiente escolar?
Léa - Nós temos bons programas nacionais de educação e informática, e nos últimos 30 anos tivemos muitos projetos de visão nacional. O problema é que, quando mudam os governos, os projetos sofrem muito, porque as pessoas que entram na nova gestão não têm conhecimento suficiente ou não querem prestigiar o partido que antecedeu, então temos tido dificuldade com a continuidade. Por outro lado, o Brasil tem uma história, e ela, apesar de interrupções, não estacionou, está avançando. E eu acredito que futuros professores vão mudar esse cenário, pois são pessoas novas que gostam de tecnologia e não têm medo.
Léa - Nós temos bons programas nacionais de educação e informática, e nos últimos 30 anos tivemos muitos projetos de visão nacional. O problema é que, quando mudam os governos, os projetos sofrem muito, porque as pessoas que entram na nova gestão não têm conhecimento suficiente ou não querem prestigiar o partido que antecedeu, então temos tido dificuldade com a continuidade. Por outro lado, o Brasil tem uma história, e ela, apesar de interrupções, não estacionou, está avançando. E eu acredito que futuros professores vão mudar esse cenário, pois são pessoas novas que gostam de tecnologia e não têm medo.
A cola deveria ser obrigatória. Cola é cooperação. É uma criança colocando a dúvida, e outras tentando ajudar.
Terra - A senhora percebe resistência de educadores ou das próprias instituições em relação às tecnologias? Há medo de romper hierarquias?
Léa - Hierarquia é a palavra-chave. Na escola, as crianças são tratadas quase ditatorialmente. Sentam-se em fila e, caso se virem, têm que justificar. Os professores dizem "não olha para o lado, não cola do colega". A cola deveria ser obrigatória. Cola é cooperação. É uma criança colocando a dúvida, e outras tentando ajudar. Você tem avaliações em que uma só resposta é certa, e todos os alunos têm que dizer a mesma coisa. O problema não é ter apenas uma resposta certa, mas eles (os estudantes) têm que testar essas respostas e ver qual resolve melhor o problema. Mas o pior são os cursos de licenciatura, que formam professores, mas não se atualizam.
Léa - Hierarquia é a palavra-chave. Na escola, as crianças são tratadas quase ditatorialmente. Sentam-se em fila e, caso se virem, têm que justificar. Os professores dizem "não olha para o lado, não cola do colega". A cola deveria ser obrigatória. Cola é cooperação. É uma criança colocando a dúvida, e outras tentando ajudar. Você tem avaliações em que uma só resposta é certa, e todos os alunos têm que dizer a mesma coisa. O problema não é ter apenas uma resposta certa, mas eles (os estudantes) têm que testar essas respostas e ver qual resolve melhor o problema. Mas o pior são os cursos de licenciatura, que formam professores, mas não se atualizam.
Terra - A mudança desse paradigma deve começar na universidade?
Léa - Parece que isso é ilusão, sonho. Os professores que ensinam nas universidades são doutores, famosos, escrevem teses científicas e livros. Eles não querem dar o braço a torcer e dizer "nós temos que aprender de novo". Então o computador não entra nas licenciaturas, que é onde deve estar. As melhores licenciaturas são aquelas em que os cursos abraçam a tecnologia. Ser professor é um encantamento, e é um encantamento também em poder se atualizar.
Léa - Parece que isso é ilusão, sonho. Os professores que ensinam nas universidades são doutores, famosos, escrevem teses científicas e livros. Eles não querem dar o braço a torcer e dizer "nós temos que aprender de novo". Então o computador não entra nas licenciaturas, que é onde deve estar. As melhores licenciaturas são aquelas em que os cursos abraçam a tecnologia. Ser professor é um encantamento, e é um encantamento também em poder se atualizar.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
O que é namorar??
O namoro é dinâmico como a própria vida das pessoas. Hoje, a liberdade é enorme quando se fala desse assunto, o que, aliás, torna-se ocasião para muitos desvirtuamentos nessa área. Coisa que para a geração anterior era impensável, hoje se tornou comum entre os jovens, como, por exemplo, viajar juntos sem os pais; dormirem na mesma casa, entre outros. Se por um lado essa liberação pode até facilitar a maturidade dos jovens namorados, não há como negar que é uma oportunidade imensa para que o relacionamento deles ultrapasse os limites de namorados e os precipite na vida sexual.
Lamentavelmente tornou-se comum entre os casais de namorados a vida sexual, inadequada nessa fase. O namoro, é o tempo de conhecer o outro, escolher o parceiro com quem a vida será vivida até a morte, e é o tempo de crescimento a dois. Tudo isso será vivido por meio de um diálogo rico dos dois, pelo qual cada um vai se revelando ao outro, trocando as suas experiências e as suas riquezas interiores. Dessa forma, começa a construção recíproca de cada um, o que continuará após o casamento.
O namoro implica o reconhecimento do outro, a sua aceitação e a comunicação com ele. É diferente conhecer uma pessoa e conhecer um objeto. O objeto é frio, a pessoa é um “mistério”; não pode ser entendida só pela inteligência, pois a sua realidade interior é muito mais rica do que a idéia que fazemos dela pelas aparências. Você só poderá conhecer a pessoa pelo coração e pela revelação que ela faz de si mesma a você. No objeto vale a quantidade, o peso, o tamanho, a forma, o gosto; na pessoa vale a qualidade. O objeto é um problema a ser resolvido; a pessoa é mistério a ser revelado e compreendido. Saiba que você está diante de uma pessoa que é única (indivíduo), insubstituível, original, distinta de todos os outros... Alguém já disse que cada pessoa é “uma palavra de Deus que não se repete”. Não fomos feitos numa fôrma.
No namoro você terá de respeitar essa “individualidade” do outro, para não sufocá-lo. Muitas crises surgem porque ambos não se respeitam como pessoas e únicos. É por isso que as comparações e os padrões rígidos podem ser prejudiciais. Você não pode querer que a sua namorada seja igual àquela moça que você conhece e admira; o seu namorado não tem que ser igual ao seu pai... Cada um é um. A liberdade é uma condição essencial da pessoa. Sem liberdade não há pessoa.
É no encontro com o outro que a pessoa se realiza; e aqui está a beleza do namoro vivido corretamente. Ele leva você a abrir-se ao outro. A partir daí você deixa de ser criança e começa a tornar-se adulto; porque já não olha só para si mesmo. O namoro é esse tempo bonito de intercomunicação entre duas almas. Mas toda revelação implica num comprometimento de ambos e num engajamento de vidas. “Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas”, disse o pequeno príncipe [na obra homônima “O Pequeno Príncipe”].
Você se torna responsável por aquele que se revela a você do mais íntimo do seu ser. Cuidado, portanto, para não “coisificar” a sua namorada. Às vezes, essa coisificação do outro se torna até meio inconsciente hoje. Ela acontece, por exemplo, quando o noivo proíbe a noiva de usar batom ou a proíbe de cortar os cabelos. O marido “coisifica” a esposa quando a obriga a ter uma relação sexual com ele, quando não lhe permite participar das “suas” decisões financeiras e quando a proíbe de ter alguma atividade na Igreja, entre outros. Da mesma forma, o namorado “coisifica” a namorada quando faz chantagens emocionais com ela para conseguir o que quer. Assim como a namorada “coisifica” o namorado quando o sufoca fazendo-o ficar o tempo todo do seu lado, sem que o rapaz possa fazer outros programas com os amigos...
Não faça do outro um objeto nem deixe que o relacionamento de vocês se torne uma “dominação do outro”; mas sim, um “encontro” entre ambos.
Namorar é dialogar! O diálogo é mais do que uma conversa; é um encontro de almas em busca do conhecimento e do crescimento mútuo. Sem um bom diálogo não há um namoro feliz e bonito. É pelo diálogo que o casal – seja de namorados ou cônjuges – aprende a se conhecer, ajuda-se mutuamente a corrigir suas falhas, vence as dificuldades, cultiva o amor, se aperfeiçoa e se une cada vez mais.
Os namorados que sabem dialogar sabem escolher bem a pessoa adequada, fazendo uma escolha com lucidez e conhecimento maduro. Para haver diálogo você precisa aprender a ouvir o outro; a ter paciência para entender o que ele quer dizer, e, só depois, concordar ou discordar. Seja paciente, não corte a palavra do outro antes que ele a complete. Lembre-se: diálogo não é discussão. É preferível “perder” uma discussão a dominar o outro.
À medida que o tempo for passando, o diálogo amadurecendo e o namoro se firmando, então será necessário conversar sobre as coisas do futuro, para se saber quais as aspirações que cada um traz no coração, e se elas se coadunam mutuamente. Não se trata de ficar sonhando no vazio sobre o futuro, mas de começar a escolher e a preparar a vida que ambos vão viver e construir amanhã: a família, os filhos, entre outros projetos.
Nada de real se faz nesta vida sem um sonho, um projeto, um plano e uma construção. Se de um lado, sonhar no vazio é uma doce ilusão; por outro, refletir sobre o que se quer construir no futuro é uma necessidade. É assim que nasce um lar. (Prof. Felipe Aquino).
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

