quinta-feira, 14 de março de 2013

O medo de fazer mudanças em nossas vidas


Fazendo Mudanças, o que é inevitável? 


Existem dois tipos de mudanças, aquelas que escolhemos pela necessidade interior que temos de mudar algo em nossa vida gerada por insatisfação interior e aquelas que acontecem por fatores externos a nós e que não dependem de nosso desejo. As que acontecem por fatores externos são aquelas mudanças que não dependem de nossa decisão, como a perda de um emprego, perder dinheiro, ter que mudar de casa. Hoje eu falarei de mudanças interiores, aquelas que queremos fazer por necessidade interior. 

Mas e o medo de fazer uma mudança necessária? Como saber se esta é a melhor decisão a ser tomada no momento? 

O medo de mudar algo em nossa vida acontece porque sempre que precisamos mudar algo, sabemos que também perderemos algo. A essência do medo é a perda do que é valioso para nós. O medo traz a sensação de desequiíibrio (cair). Também traz a sensação de abandono, ou seja, deixarmos para traz aquilo que precisamos ou que achamos que precisamos, abandonamos tudo aquilo que é confortável para darmos um passo em relação ao desconhecido. 

Mas se você mudar o jeito que encara essa perda e mudar seu pensamento para "deixar" em vez de "perder", estará fazendo uma escolha consciente daquilo que precisa fazer e a sensação de perda passará a ter outro valor em sua escolha, pois estará optando por abandonar algo que não serve mais e isso estará absolutamente sob seu controle. 
Sabendo disso, que recursos são necessários para realizar a mudança? 

Qualquer mudança para ser concretizada com êxito precisa ser composta de recursos  baseados em nossa segurança emocional.  Quanto mais recursos possuímos, mais no controle da situação nos sentimos.  Esses recursos podem ser obtidos através da informação a respeito da situação que precisamos mudar, dos possíveis contratempos. Qualquer mudança que precisamos fazer sempre será um ato de equilíbrio entre essas duas forças: O desafio da mudança em si e os recursos que possuímos para suportá-la. 

Quando o medo surgir, precisaremos desse apoio. Os amigos serão sempre uma excelente fonte de apoio, pois poderão nos ajudar naquilo que precisarmos. Serão pessoas que acreditam em nós mesmos quando não estamos acreditando. Sempre nos estenderão as mãos para ajudar-nos a alcançar aquilo que no momento não estamos conseguindo. 

Se você tiver esses recursos estará pronto para fazer sua mudança! 


por Cristina Longhi - jornadasdaalma@gmail.com

Fonte:  http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=27836
 

Temos que sorrir pra vida...




quarta-feira, 13 de março de 2013

É preciso amar com ética!

Considero fundamental vivermos sob uma ética. Entretanto, não falo aqui de éticas morais, sociais ou culturais. Falo de uma ética pessoal. Da ética do coração!

Seus valores, sua conduta, aquilo que torna singular a sua essência é a sua ética! Porém, muitas vezes fica parecendo que o amor não requer ética alguma; que quando se ama vale tudo, qualquer coisa para viver esse sentimento. Será?!?

Não quero, de forma alguma, defender qualquer espécie de legado sobre o que venha a ser certo e errado, até porque esses são, a meu ver, valores absolutamente individuais; além disso, o único coração que conheço – de fato – é o meu. O que desejo é propor uma reflexão, um olhar atento e afetuoso para si mesmo.

Atualmente, a mídia vem tentando nos convencer de que tudo é permitido no amor. Incentiva o sexo sem compromisso, as relações passageiras e fugazes, como se até ele – o amor – tivesse que, definitivamente, encaixar-se no estilo fast de viver!

De verdade, sei o quanto é difícil fazer escolhas certeiras ou saber quando e quanto podemos apostar numa relação, especialmente porque ela é feita de dois e não somente de um coração. Por isso mesmo, insisto naquilo que nos é possível: mantermo-nos conectados internamente.

Qual é a sua ética? Até onde você acredita que vale chegar para vivenciar uma relação? A que preço? Quanto você terá que sofrer para desistir? Quanto terá que ver pessoas doerem para entender que, diante de sua própria dor ou da dor do outro, o melhor é rever seu lugar, sua postura e suas escolhas?!?

Entre o vale tudo e a hipocrisia insistentemente mantida em algumas relações, parece que a única semelhança é a inconsistência. Faltam um motivo e uma ação realmente consistentes para o amor; isto é, falta motivação para o coração. Falta um gancho que une o desejo à coragem de expor os sentimentos.

Não sei o que é certo ou errado para você. Não sei o que você deve ou não fazer. Não tenho as suas respostas. Não ando pelo seu caminho. Portanto, da sua ética é você quem sabe! No entanto, estou certa de que se todos nós começarmos a olhar e considerar um pouco mais o que está em nosso coração, conseguiremos exercitar a ética a despeito do que as regras tentam nos impor.

Sem julgamentos, sem preconceitos, sem verdades absolutas. Sem vaidade, sem orgulho, sem prepotência. Apenas respeito para consigo mesmo e para com o outro. Apenas compaixão e dignidade para com a própria dor e para com a dor do outro. E, nesta mesma medida, apenas coração... ainda que isso signifique abrir mão de uma relação ou de um desejo de relacionar-se... por amor a si mesmo e ao outro!

Fonte:  http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=03279

"Soltar os cachorros" faz tão mal quanto guardar mágoa; equilibre-se


Um chefe grosseiro, que dá uma bronca daquelas na frente da equipe toda. Um colega folgado, que rouba para si os créditos de um trabalho feito em grupo. A família, que insiste em dar palpite nas suas decisões pessoais sem a menor cerimônia. Estas situações podem fazer até a pessoa mais zen do mundo perder completamente a linha. E, de acordo com os especialistas, o melhor é mesmo reagir, independentemente do ocorrido. 
"Os pais, infelizmente, não costumam estimular seus filhos a expressarem o que sentem. Ao contrário: acabam reforçando conceitos como o de que é preciso respeitar os mais velhos, aceitar as ordens deles sem questionar, evitar a todo custo brigas com colegas e irmãos e assim por diante", aponta o psicólogo José Roberto Leite, coordenador da unidade de medicina comportamental da Unifesp. 
 
Com o tempo, a tendência é incorporar este tipo de comportamento como um padrão. "Isso pode tornar as pessoas incapazes de dizerem o que sentem, porque elas têm sempre um receio de ferir o outro. O problema é que, nessa situação, nos colocamos sempre numa posição inferior, dando mais importância ao que o outro sente do que ao que nós sentimos", diz. É um erro.
 
Geralmente, quem paga para não entrar em uma discussão costuma usar argumentos como: "Não compensa implicar por isto" ou "Não vou me desgastar por pouca coisa". Porém, de acordo com o psicólogo, é fundamental começar a dar mais atenção a esses pequenos acontecimentos, principalmente se eles deixam uma marca na sua vida e frequentemente voltam à memória. "Guardar tudo o que sente é uma fonte de ansiedade e estresse muito grande. Com o tempo, esse comportamento pode até levar ao desenvolvimento de uma atitude depressiva, quando a pessoa passa a desempenhar as atividades diárias sem nenhum entusiasmo", alerta Leite. 
 
Para a psicóloga Cristiane Moraes Pertusi, doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP, guardar demais as emoções negativas também pode influenciar na maneira como os outros o enxergam. "A pessoa pode passar uma imagem de falta de comprometimento em relação a si mesma e às suas relações afetivas", aponta. 
 
O caminho do meio
 
A solução seria, então, colocar para fora tudo o que sentimos e pensamos, aproveitando aquele impulso de raiva ou tristeza? Não exatamente. O mais inteligente é deixar bem claro que você se sentiu ofendido, porém, sem perder as estribeiras. Pessoas que reagem instintivamente às situações, sem antes refletir sobre o acontecido, geralmente se envolvem em discussões desgastantes, saem ainda mais magoadas e, pior, não conseguem resolver o caso de um jeito eficiente. A expressão "quem fala o que quer, ouve o que não quer" veste os mais impulsivos como uma luva.
 
"Quem não tem pressa de responder consegue analisar a situação e expressar o que sentiu no momento mais propício", pondera Cristiane. A psicóloga garante que é sempre melhor deixar para voltar ao assunto numa ocasião em que o lado racional poderá falar mais alto que o emocional. 
 
Mas expressar-se da maneira correta não é tarefa tão fácil e pode exigir algum treino. Por isso mesmo, Leite ensina seus pacientes a se imaginarem na situação em que se sentiram desconfortáveis e a criarem uma fala, uma resposta que gostariam de ter dado naquele momento. O discurso deve ser repetido em frente ao espelho até que haja total segurança sobre a adequação das palavras e da mensagem. 
 
Segundo o especialista, isso é o suficiente para que qualquer pessoa se prepare para enfrentar o seu interlocutor, e retomar um assunto pendente. "Para ser claro em relação àquilo que se pensa, é preciso pensar não apenas sobre o que se vai verbalizar, mas assumir também uma postura séria, um olhar firme e um tom de voz adequado", explica.
 
Todo o cuidado é pouco
 
A sinceridade e a cautela devem sempre caminhar juntas durante uma conversa difícil. Uma boa estratégia é iniciar o diálogo falando das próprias percepções, em vez de começar o papo acusando o outro. Isso porque, ao perceberem que estão sendo julgadas, as pessoas podem se sentir acuadas e naturalmente se prepararem para o ataque. "Prefira relatar como você se sentiu em relação ao que a pessoa fez", ensina Cristiane. 
 
Pior do que engolir sapo é remoer o ressentimento por tempo indeterminado. No entanto, às vezes é preciso reconhecer a impossibilidade de falar exatamente o que se sente. Responder a grosseria de alguém com cargo superior ao seu no trabalho, por exemplo, pode ser um tiro no pé, assim como discutir com autoridades públicas. "Em situações como estas, é preciso ter em mente que você não reagiu por uma questão de estratégia e não porque foi incapaz de verbalizar o que sentiu. Em vez de remoer, aceite que tomou a atitude mais sábia e inteligente", orienta Leite.

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/03/11/soltar-os-cachorros-faz-tao-mal-quanto-guardar-magoa-equilibre-se.htm